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Confessionário – Pâmela Machado

Pâmela Ketlin Machado Mendes de Lima, ou, simplesmente, Pâmela Machado é a entrevistada da vez. Fotógrafa, 23 anos, moradora de São Bento do Sul, em Santa Catarina, é casada com Eduardo Mendes, também fotógrafo e os dois comandam a Chroma Fotografia. Nos conhecemos pelo flickr, depois msn, aquela coisa toda. Meses depois eles me receberam em sua casa por uma semana. Foi um período muito legal de troca de conhecimentos e amizades. Admiro bastante o trabalho deles. Além de fotógrafa, a Pam também maquia e adora maquiagem. No blog dela tem muita coisa bacana sobre isso. Entra lá!


Pâmela by Chroma

1.    Você está contente com o modo como está vivendo nesse momento?

Estou contente, sim. Afinal, tenho um marido que amo muito, temos nossa empresa e trabalhamos com o que amamos: fotografia.

2.    Qual foi a melhor época de sua vida?

Acho que todas as épocas são boas, pois cada uma tem um detalhe diferente. Acho que minha infância foi maravilhosa, mas posso dizer que tudo o que vivi até hoje foi muito bom!

3.    Diga um lugar inesquecível:

Ih, essa é difícil, não me apego muito a lugares, me apego muito mais as pessoas… mas acho que um lugar que sempre vem na minha memória é Floripa, onde conheci meu marido, onde meus sogros moram, uma cidade muito bonita e que adoro visitar.

4.    E uma pessoa inesquecível:

Claro que mãe é mãe e sempre será inesquecível… então vou dar este posto a mais uma pessoa: Eduardo Mendes de Lima, que me ensina todos os dias, que aguenta meus ataques de nervosismo e que eu amo incondicionalmente.

5.    Uma viagem que queira fazer:

Quero conhecer a Europa, mas uma viagem que eu quero muito fazer é dar a volta ao mundo!

6.    Você gosta do seu trabalho?

Amo! Meu trabalho é minha diversão, meu prazer. Você mesma, Jac, pode ver que realmente amamos o que fazemos, não digo isso da boca pra fora, não.

7.    Se pudesse mudar alguma coisa na sua vida ou no mundo, o que seria?

Na minha vida: ter a minha casa própria. No mundo: é difícil, mas a injustiça não teria lugar no “meu” mundo.

8.    Existe algo sem o qual você não viva?

Além de Coca-Cola? Hahahaha! Não vivo sem internet, fico quase doida sem internet (e, consequentemente, computador, o meu, porque não gosto de usar computador alheio!).

9.    Se ganhasse um prêmio milionário, o que faria?

A Chroma cresceria na velocidade da luz, haha, teria nossa casa própria, doaria uma parte para alguma instituição que eu acreditasse e iria a um salão de beleza toda semana, porque eu sou mulher e gosto de me sentir bem e bonita!

10. O que você gosta de fazer quando tem tempo livre?

Por incrível que pareça: editar. Gosto tanto de fotografar e editar que também faz parte do meu tempo livre. E ah, claro, assistir filmes com o Du, andar por ai com ele…

11. Dinheiro traz felicidade?

Mas é claro que sim. Além da felicidade, ele soluciona vários problemas.

12. É possível ser feliz sozinho?

Vou dizer que deve ser possível, sim. Mas eu prefiro muito mais ser feliz com alguém ao meu lado!

13. O que mais te irrita?

Gente bêbada e amizade falsa, aquela que só sabe te pedir algo quando precisa de ti, mas quando tu precisa de alguma coisa, some!

14. E o que te faz mais feliz?

O Du, a fotografia, trabalhar com o que amo, cada trabalho novo… tudo isso me faz muito mais que feliz! :D

15. Você guarda muitos segredos?

Não, cada pessoa que viveu comigo aquela determinada parte da minha vida sabe, se uma nova pessoa apareceu, um novo tempo começou e ela vai saber dali em diante. Não tenho porque ficar compartilhando detalhes de um tempo que aquela pessoa não compartilhou. Acho que ficou meio confuso, mas é bem assim mesmo, haha.

16. Dormir sozinho ou acompanhado?

Acompanhada, sempre!

17. Banho frio ou quente?

Poutz, aí depende da estação do ano. No inverno, quente, sempre. Agora, nesse calor infernal é banho frio, única forma do meu humor ficar melhorzinho já que eu detesto verão.

18. A expressão que você mais utiliza quando conversa é…

Não sei dizer, depois de um tempo isso fica tão normal que é difícil falar.

19. Como você acha que as pessoas te veem?

Sorridente, simpática… mas eu queria aparentar e também ser, claro, mais engraçada, haha, não nasci com esse dom.

20. Como você vê a entrevistadora que vos escreve (seja sincera!!)?

Sobretudo independente. Tive pouco convívio “ao vivo e a cores” com a Jac para poder dizer muitas outras coisas com certeza, mas me parece decidida também (salvo algumas twittadas que depõem contra, haha! Tu pediu para ser sincera! :P ) e claro, muito querida e simpática com todas em sua volta (a não ser quando acontece algo ruim e ela prefere, imagino eu, se fechar para o mundo).

21. Diga uma frase ou música que expressa um pensamento com o qual você se identifica:

“Quem ama o trabalho não terá que trabalhar um dia na vida sequer!”  – Autoria desconhecida.

A maravilhosa cozinha de Jac

Seguinte, resolvi fazer uma massa hoje. Porque eu não almocei. Então pode. No maior estilo “cozinhando com o que você tem na geladeira”, fiz um penne ao molho vermelho mix, digamos assim. Eu que “inventei”. Lá vai a receita:

Penne ao molho vermelho mix

Ingredientes

Massa penne

1 tomate maduro picado

1 cebola pequena picada em rodelas ou como cada um quiser

1 dente de alho picado

1 fio de azeite de oliva

shoyu

manjericão

curry

chimi churri (opcional) e sal a gosto

iscas de carne (só para mim, usei um bife pequeno que cortei em tiras)

1 salsicha (simm!)

Água quente

Modo de preparo

Cozinhe a massa com um fio de óleo e uma pitada de sal.

Pique o tomate, a cebola e o alho e coloque em uma panela para refogar com um pouco de azeite de oliva. Deixa o tomate soltar um pouco da água. Pode colocar um pouco de sal. Acrescenta o chimi churri e o manjericão. Deixa refogar um pouco e coloca um pouco de água quente, só pra não secar. Depois acrescenta shoyu a gosto e a carne a salsicha. Deixa a carne cozinhar e coloca o curry, também a gosto. Prove para ver se os temperos estão a seu gosto e deixe cozinhar mais um pouco. Eu acrescentei um pouquinho, mas beeem pouquinho, de farinha de trigo diluída em água quente que é para engrossar o molho.

Ah, eu nunca coloco todo o molho na massa. Geralmente faço massa a mais e guardo sem tempero, na geladeira. É só fazer um molho novo e tchuns, receita nova.

Os temperos são opcionais né. Eu gosto de ir tocando tudo pra dentro da panela. E olha, ficou bem bom!

Os primeiros hóspedes

Visitas. É diferente receber visitas quando moramos sozinhos. A responsabilidade é maior. Ah se é. Na última semana de janeiro recebi dois amigos de São Paulo, que vieram para participar do Fórum Social Mundial aqui em Porto Alegre. Eu estava em férias e obviamente ofereci a sala do meu apezito pra eles. Até porque já fui hospedada duas vezes por um deles lá em São Paulo. O Gabriel e seu primo, Le, chegaram aqui em casa na segunda-feira à noite. Quase quatro anos após vê-lo pela última vez, encontrar com o Gabi não foi surpreendente. Estamos naquela fase em que sempre que nos vemos é como se não tivesse passado tanto tempo. Ao menos foi assim que eu me senti. Ele continua o mesmo garoto doce e carinhoso que eu conheci há, hm, sete anos talvez… Uma pessoa realmente especial. E o Le, seu primo, não fica pra trás nesse quesito. São muito educados, simpáticos, queridos mesmo.

Ficaram aqui por cinco noites e posso dizer que foi divertido e calórico! Os meninos chegavam com fome, pediam alguma guloseima (pizza, xis, etc) e eu acabava entrando no embalo e comendo também. Nem preciso dizer que, assim que eles foram embora, eu tratei de dar uma parada nessas orgias gastronômicas.

Nós três

Na quinta-feira eles quiseram ir pra balada. Levei-os no Segredo, na Lima e Silva. Primeiro porque haviam sido convidados por uma mulher na rua. Isso mesmo. Alguém para quem eles pediram informação e já fizeram amizade. São muito sociáveis e elogiaram muito os gaúchos, dizendo que somos muito solícitos e tudo mais. Eu fiquei honrada e surpresa ao mesmo tempo hehe. Talvez porque eu não seja o tipo de gaúcha que faz amizade fácil com desconhecidos. Sabe como é, o seguro morreu de velho. O segundo motivo de tê-los levado no Segredo foi que, no verão algumas baladas de Porto Alegre fecham ou mudam um pouco sua programação, mesmo durante a semana. Por saber que lá estaria aberto, fomos. E também porque rolaria música eletrônica, que nós três gostamos. A noite foi divertida e eles, assim como eu, observaram que os homens “daqui” praticamente não falam com as mulheres. Disseram que em São Paulo a coisa é muuuuuito diferente. Tenho um amigo gaúcho que diz que isso acontece porque nós, mulheres gaúchas, somos grossas e não ouvimos o que eles têm a dizer. Ah para né! Nem vou me alongar nesse assunto, pois não é o foco do post, mas pensem nisso…

Receber amigos na minha casa foi muito bom. Ainda mais duas pessoas tão queridas, que sabem reconhecer e valorizar os outros. Fiz de tudo para que eles se sentissem à vontade aqui comigo e acho que consegui. Estar perto de quem gosto e poder fazer algo por estas pessoas é sempre gratificante para mim. Assim como dói muito ter que me afastar de alguém ou lidar com os afastamentos que às vezes ocorrem… Mas, eu sempre tento fazer a minha parte até quando acho que vale a pena. Talvez isso seja o mais importante, no final das contas.

Ter a presença do Gabriel, uma pessoa especial que sei que tem muito carinho por mim, foi único. Eu precisava disso. Eu preciso das pessoas e nunca tive vergonha de admitir. Eu preciso de abraços, de presença, de olho no olho. É bom saber que, não importa a distância física nem o tempo, o mais importante permaneceu e sempre renasce a cada vez que nos encontramos. Ah, se tu morasses perto Gabi! Teria que aguentar essa amiga te atazanando direto!

Gabi e eu

Apesar de ter sido ótimo, também foi ótimo voltar a ouvir o silêncio do meu apartamento, que só é quebrado pelo som dos passarinhos na goiabeira aqui do lado da janela e das ambulâncias que, vez ou outra, passam correndo em direção ao hospital aqui pertinho. É bom estar comigo mesma de novo, poder acordar e dormir várias vezes por dia, na hora em que me der na telha, deixar a casa bagunçada se for a minha vontade e, como diz uma amiga virtual, praticar naturismo indoor.

Morar sozinha é muito bom!

Retomando os trabalhos – Confessionário

Resolvi voltar aos poucos com o blog. E hoje me deu vontade de voltar com uma coisa que há tempos eu não faço: os confessionários. Convidei uma série de amigos para serem entrevistados, via e-mail mesmo que é mais fácil né, e as respostas serão reproduzidas aqui.

A entrevistada de hoje é a srta. Pâmela Salla, 23 anos, assistente social. Natural de Veranópolis, na serra gaúcha, a Pam veio para Porto Alegre, onde mora atualmente com sua família, para estudar e por aqui ficou. Ela é orientadora do Projeto Pescar, Unidade Walmart. É um projeto bem bacana de formação de jovens que já vai pra segunda turma este ano. Inclusive, no ano passado até eu ministrei aulas para os jovenzinhos :-)

Assim, gostei das respostas dela. Acho que ficaram bem condizentes com o que ela é. Só a parte da timidez que há controvérsias… né? heheheheh!

foto: Jac Oliveira

Pâmela e eu, em seu óculos

1. Você está contente com o modo como está vivendo nesse momento?

De certa forma sim, este momento é de grandes realizações e reconhecimento profissional.

2.    Qual foi a melhor época de sua vida?

Está sendo. Uma época de descobertas de novos desafios e de superar as minhas próprias expectativas.

3.    Diga um lugar inesquecível:

Minha escola, o lugar onde passei o maior tempo da minha infância e adolescência.

4.    E uma pessoa inesquecível:

Minha mãe, minha vida.

5.    Uma viagem que queira fazer:

Austrália, de preferência ao lado do meu Jack Johnson :)

6.    Você gosta do seu trabalho?

Amo o que faço.

7.    Se pudesse mudar alguma coisa na sua vida ou no mundo, o que seria?

A injustiça.

8.    Existe algo sem o qual você não viva?

Mini Saia :)

9.    Se ganhasse um prêmio milionário, o que faria?

Investiria na área social, não tenho uma idéia formada, mas com foco em crianças e adolescentes, além disso, viajaria para conhecer todos os cantos do mundo.

10. O que você gosta de fazer quando tem tempo livre?

Estar com as pessoas que gosto.

11. Dinheiro traz felicidade?

Com toda a certeza, felicidade que pode não ser apenas individual, mas também coletiva. A partir do momento que proporcionamos coisas boas para as pessoas que estão conosco.

12. É possível ser feliz sozinho?

Não. Precisamos de pessoas que nos apoiem, que nos critiquem e principalmente que nos amem.

13. O que mais te irrita?

Injustiça.

14. E o que te faz mais feliz?

Estar com as pessoas que eu gosto.

15. Você guarda muitos segredos?

Não muitos, mas prefiro guardar até que se tornem realidade. Tenho muito medo do olho grande :P

16. Dormir sozinho ou acompanhado?

Acompanhado.

17. Banho frio ou quente?

Quente.

18. A expressão que você mais utiliza quando conversa é…

Sério?

19. Como você acha que as pessoas te veem?

Uma pessoa tímida.

20. Como você vê a entrevistadora que vos escreve (seja sincera!!)?

‘Pronta pra todas’!!

21. Diga uma frase ou música que expressa um pensamento com o qual você se identifica:

“você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!” Willian Shakespeare

Sai silêncio

Tenho tentado empurrar o silêncio para fora, para usar uma frase do mestre Carpinejar. Mas não tem sido fácil. Ensaio voltas, palavras, e-mails não enviados. Escrevo rascunhos, apago… Penso em escrever para o blog mas nada do que eu escreva é discreto. Tudo me revela demais, me expõe. Uma exposição que hoje me machuca, me incomoda. Logo a mim, né, que estou sempre exposta. Quem me conhece sabe… Se estou feliz, isso transborda pelos meus poros, pelas minhas pupilas e no meu sorriso… não seguro as palavras, as sensações. E se estou triste, igualmente fica visível. Na voz cansada, no olhar apagado, na dificuldade em responder “tudo” quando fazem a pergunta clássica “oi, tudo bem?”

Então ainda não consigo voltar. Estou aqui, a meio caminho de qualquer coisa – usando outra expressão alheia -, tentando achar o caminho certo. Tem muita coisa passando aqui nessa cabeça mas na hora de escrever, não sai. Não sai. Ou sai diferente do que eu gostaria.

Embora difícil em alguns momentos, 2009 foi um ano de conquistas e mudanças. Quando olho para trás, tento driblar as decepções, os desencontros, os afastamentos e mirar só nas coisas boas: novas amizades verdadeiras, lugares que conheci, abraços que ganhei, o meu apartamento, o meu constante crescimento como pessoa e como mulher. A parte cheia do copo, enfim.

Quanto ao blog, um dia eu volto de vez, quem sabe…

OFF

Aos poucos leitores fiéis que por aqui passam, quero que não estranhem as possíveis faltas de atualização. E é só por isso que vim me explicar.

Os tempos não estão fáceis aqui dentro de mim. Estou de saco cheio em relação a uma série de coisas. Muita gente que me conhece diz que sou forte, que sou decidida, prática, e não sei mais o que. Posso até ser, mas não sempre. Eu tenho sentimentos, não sou inabalável. Também preciso de carinho, de respeito, de atenção. Também me abalo com determinadas coisas que vejo e vivo. E tentar ser a melhor pessoa que consigo com todo mundo tem me cansado. Estou prestes a ligar o foda-se. Principalmente quando vejo que pouca gente no mundo reflete sobre as atitudes na hora em que teria que fazê-lo. E pouca gente se importa realmente com o outro. Muito se fala e pouco se faz. É isso que estou sentindo, até que me provem o contrário.

Então, até que eu me sinta diferente disso, não esperem textos meus por aqui. Fiquem em paz.

O depois não existe

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Houve um tempo em que eu não conseguia demonstrar carinho. Meu jeito de ser era mais fechado, mais duro. Acho que a vida e seus acontecimentos foram me mostrando que a gente deve mesmo é ser carinhoso com as pessoas que gostamos. Porque no final das contas, isso faz bem. Pra quem dá e pra quem recebe o carinho. Cada vez mais eu percebo que mais importante é o que eu sou de verdade. Não importa muito nem se tal pessoa merece o que dou a ela. Se eu estiver fazendo bem e de coração, é o que importa. Porque tudo na vida tem volta.

Mas isso tudo é aprendizado diário. E pesado. Não é fácil. Não é, porque às vezes você não cresceu com uma família amorosa, foi mais criticado do que elogiado ou nem isso… ou, em outras vezes a família até é amorosa, mas nunca fala sobre sentimentos. Isso chega a ser ambíguo né. As pessoas se amam mas não dizem. Eu nunca disse ao meu pai que o amava. Porque não cresci ouvindo isso embora tenha total certeza de que ele sentia isso. Tudo questão de costumes… o mesmo acontece em relação a minha mãe.

Não é simples – ao menos para a maioria das pessoas – expor sentimentos. Geralmente a gente fica com vergonha, fica pensando no que o outro vai pensar. Mas, vergonha de que afinal? E o que o outro vai pensar… ah… tenho absoluta certeza dee que são esses medos idiotas (e eu os tenho, todos) que nos fazem ficar parados tantas vezes num lugar só… Essa semana eu senti isso. Falei e depois pensei “ops, será que fiz certo?” Mas era o que eu tinha vontade de fazer! Era o que eu precisava fazer. E era sincero. Porque afinal isso seria ruim? Por alguns segundos me questionei sobre o que a outra pessoa poderia pensar… tanta bobagem. Nessa hora, quando o sentimento é bom, a gente não pode ficar imóvel por medo do que o outro pensa. Porque o medo te demove das tuas vontades e certezas. E com medo a gente não consegue prosseguir nem agir de acordo com o que realmente somos.

Gosto de conseguir fazer assim. Ousar um pouquinho mais a cada dia. Sem esperar nada em troca, sem ilusões. E sempre, sempre sem jogos e máscaras. Só sendo o que eu sou. Gosto de olhar pra trás e ver que mudei muito em alguns anos. Não só porque já sofri muito por amor ou por desamor, ou porque meu pai morreu, ou porque eu estive perto da morte uma vez… A mudança significativa veio em cada vez que tive que decidir o que fazer com alguma dor. A mudança vem quando tu te dás conta do que é a vida. Aí é que faz diferença. Eu aprendi e evoluí, sem falsa modéstia. Dei-me conta de que a vida é curta e de que não dá pra perder tempo pensando “ah eu não direi isso porque senão ele vai se achar muito…” ou “um dia eu falo isso…” ou “depois eu vou lá vê-lo, depois eu ligo”Que depois?! Não dá pra deixar certas coisas pra amanhã. Não dá. Quanto tu vês, o depois paft, não existe mais.

Ainda não cheguei no meu ideal… ainda tenho medos, receios, vergonhas. Tenho e muitos. Mas eu sigo buscando o meu equilíbrio.

Mês que vem faz 3 anos que meu pai saiu de casa numa sexta-feira, depois de me dar um abraço, e nunca mais voltou… Esse foi o depois.

Da viagem que é viajar…

Viajar sempre foi bom para mim. Dia desses me dei conta de que eu não nasci em situação financeira compatível com a minha vontade de conhecer lugares. Não nasci nem me encontro perto de uma situação desejável a esse respeito. Enfim… bora trabalhar para isso.

O caso é que mesmo que a viagem seja para uma cidadezinha do interior do meu Estado, ta valendo. É o caso do local onde me encontro agora, às 23h do dia 31 de outubro de 2009. Após uma semana cheia de turbulência emocional e material, decidi vir para essa cidade tranqüila da Serra. Estou aqui num local onde não há sinal de celular e muito menos de internet. Escrevo no Word para depois passar para o blog. Um texto defasado, não instantâneo, mas verdadeiro. Enquanto a maioria foi em busca do calor e das festas do litoral, eu vim pra cá.

Poço Redondo é o nome do “buraco” onde estou. Digo isso pois é literalmente um buraco. Enfiado no meio da mata e na beira de um rio, é um local onde cabanas repousam tranqüilas com algumas pessoas nelas, outras simplesmente vazias. O que predomina aqui é o chuá ininterrupto do rio. É como se chovesse. É aflitivo e ao mesmo tempo reconfortante esse barulho que a correnteza da água faz . Aqui, a gente só ouve isso e os próprios pensamentos.

Nessa parte, eu fico meio preocupada. Ouvir meus pensamentos nem sempre é algo que me faz bem. Preciso tomar resoluções sobre certas coisas e simplesmente não consigo. E não consigo porque não queria fazer isso sozinha. Nem sempre todas as decisões dependem só da gente. Algumas coisas precisam ser conversadas. Certos tipos de palavras não podem ser jogadas pra cima de ti… não de uma forma que você não consiga digerir na hora. Certos momentos não podem ser empurrados pra depois. Mas como nem tudo depende do esforço da gente, essas coisas acontecem… e não importa o quanto você seja legal, sincera, inteligente, respeitosa, leal e mais uma pá de coisas. Não importa. Essas coisas acontecem.

Não gosto de imaginar coisas. Não gosto de tirar conclusões sozinha. Não gosto de não ter outra opção a não ser esta. Espero ter outras opções. É, ainda espero.

Andar no meio desse mato, ser picada por mosquito, fugir de perereca, olhar a correnteza desejando que ela leve tudo de pesado que existe dentro de mim… tudo isso é o que consigo fazer nesse lugar. Tentando viver um dia de cada vez. Intensamente um dia de cada vez. Sem me cansar. Essa é a tarefa. Apenas essa.

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Texto escrito em 31 de outubro de 2009.

Só enquanto eu respirar…

Teatro Mágico. Mágico Teatro. Cena, luz e som. Letra, poesia, melodia. Tudo isso junto numa coisa só. Tudo isso misturado e jogado pra cima de quem se aventura a conhecê-los.

O Teatro Mágico é assim. Uma coisa que entra no teu ouvido, lá no fundo, chega na consciência, passeia pelo coração e te faz pensar “putz, eu sinto isso, bem assim!” Melodias gostosas, letras intensas e uma energia que vem das pessoas que o fazem, tornam esse Teatro especial.

Tive a oportunidade de conhecê-los enquanto fotografei seu show em Farroupilha, no mês passado. Embora já tivesse ouvido uma música, há um bom tempo, considero que os conheci naquela noite. Depois de um dia inteiro fotografando, com gripe, cansada, nem o fato de que adolescentes me esmagavam em frente ao palco tirou o brilho do espetáculo que vi (olha aqui o que eu vi). Pois sim, eu curti tanto quanto qualquer um que lá estava. Eu não deixo de sentir o que estou fotografando. Isso seria muito sem graça. Eu não deixo de sentir nunca. Isso não seria eu.

Às vezes eu to quietinha e tu podes pensar que nem estou prestando atenção mas eu to ali, absorvendo tudo. Sentindo cada instante. E lembrando que aquele instante não voltará. Já se deu conta disso? Então dê-se!

Ontem fui a um sarau com o Fernando Anitelli, vocalista e fundador do Teatro Mágico. Que momento! Bom ouvir as músicas naquele clima intimista de voz e violão. Clima bom de pessoas em sintonia parecida. E aquelas letras e acordes passeavam entre a boca e os dedos do Anitelli e chegavam até mim, impregnando-se no meu peito. E aí eu penso… que bobagem desperdiçar o que nos faz bem. Que bobagem… a vida é tão curta e o amanhã tão incerto. Deixa pra se preocupar com o amanhã só quando ele chegar! Deixa, vai…

Uma estrada a percorrer…

Escrevi este texto há algumas semanas. Não o publiquei. Talvez por medo, talvez por vergonha, talvez por insegurança. Hoje sei que não há nada a perder. Aliás, será que em algum momento há algo a perder? Enfim:

Deve fazer mais de um ano. Mais de um que eu não sentia essa curiosidade louca sobre alguém. A curiosidade boa que a gente sente quando encontra alguém interessante. Não somente bonito, inteligente, divertido. Alguém que, por algum motivo que tu não consegues explicar, te provoca uma sensação muito boa. É isso mesmo, não dá pra explicar. É como se a pessoa te fizesse esquecer o mundo lá fora e te desse paz. E te fizesse acreditar que ainda existem pessoas especiais no mundo. Porque eu duvido que algum de vocês que esteja lendo este texto, em algum momento de sua existência, já não tenha perdido a esperança em relação à humanidade… quem aqui nunca achou que todas as pessoas estão muito iguais, que já não dão valor às simples e essenciais coisas da vida? Então, quando a gente encontra pessoas que tem no olhar um brilho ao fazerem o que gostam, ao falarem da família, ao verem fotos antigas ou simplesmente ao tocarem um violão… esse tipo de gente tem que ser valorizado. Ah se tem. E mais valorizado ainda deve ser o momento em que pessoas assim compartilham sua vida conosco. Mesmo que elas nem se dêem muita conta disso… mais imporante é aquilo que elas provocaram em você. Mais importante é que você se dê conta disso. Se foi especial, guarde com carinho…

O futuro é uma estrada desconhecida cheia de curvas… a gente nunca sabe direito o que nos espera no próximo quilômetro mas uma coisa é certa: o modo como a gente percorre essa estrada pode ser escolhido por nós. Eu quero percorrê-la devagar, saboreando cada minuto, descobrindo cada cantinho de paisagem, enfrentando qualquer obstáculo, fotografando suas curvas, suas cores, seus azuis… e sentindo a emoção de, a cada dia, descobrir algo novo… Mesmo que eu não saiba o que me espera em seu final, eu quero percorrê-la… se eu tiver de chorar, ao menos eu vivi.

Um devaneio

Não esquecer do meu valor, do quanto sou uma pessoa especial, que merece sempre o melhor. Tais coisas parecem tão básicas, simples não é? Mas a gente vive esquecendo disso. Esquece e às vezes deixa que certas frustrações nos tirem o sorriso do rosto, o brilho dos olhos e o colorido da vida. Frustrações que acontecem não por culpa nossa mas por simples incapacidade emocional de outrem.

Amar e ser amado é assim mesmo, quase tão raro quanto ganhar na loteria. Eu penso assim. Poucas pessoas têm coragem de tentar, mesmo sentindo medo. Geralmente elas recuam. Eu não recuei. Como sempre, eu não recuei. Se valeu, vale ou valerá a pena, eu sinceramente não sei. Só sei que tentei.

Mas o fim só chega quando termina né? Há muito ainda a ser dito. E eu direi. Quem sabe o que há para ser vivido? Talvez vivamos para saber. Talvez não.

Certeza tenho apenas em relação ao que sinto e àquilo que acredito ser importante. E dentro disso, existe a certeza de que nenhum sentimento resiste sozinho, sem alimentação, cuidado e reciprocidade. Sendo assim, para certos casos é só esperar o tempo passar…

Sobre autonomia e sonhos

Tenho um texto pronto para postar. Mas não será hoje. Não estou com vontade. Aliás, essa liberdade que eu sempre tive no meu blog é a mesma que experimento agora, na minha vida. Ontem fez um mês desde a primeira noite que dormi no meu apartamento. Dei-me conta disso de repente, sem querer. Passou tão rápido que quase esqueci!

Tirando contas a pagar e outras responsabilidades que devem ser cumpridas sempre, poder decidir quando e se fazer determinadas coisas é algo muito prazeiroso. Já disso isso em outros posts e não quero ser repetitiva mas, de fato, essa é a melhor parte.

Desde pequena eu nunca gostei muito de dar satisfações. Quando adolescente, idem. Minha mãe me achava meio revoltada por isso. Imagina… eu fui a adolescente mais normal e tranquila do mundo, na verdade. Só queria fazer as coisas do meu jeito, como todo adolescente. Só que na adolescência a gente ainda não tem autonomia para decidir tudo né. Não ter autonomia numa fase em que você está se tornando adulto e formando uma parte importante da personalidade é uma coisa que, por vezes, pira a cabeça de alguns. Eu segurei a onda, mas sempre tinha um conflito aqui, outro ali. Então quando eu tinha lá meus 18 anos (nossa, como o tempo passa!) eu já sonhava com o dia que poderia morar sozinha. Esse sempre foi o meu objetivo. Não era sair para casar, não era sair para morar numa república. Era sair para morar sozinha. Anos depois, cheguei a pensar que isso estava muito longe de acontecer. Dez anos depois, estou aqui.

Algumas coisas são difícieis, preocupantes. Tudo é muito novo. Mas, gosto de perceber que estou dando conta. E só vai melhorar daqui para a frente. Ah, vai.

Tenho muitos outros pensamentos e sentimentos acontecendo, sobre os quais quero escrever mas ainda não encontrei o jeito certo de fazê-lo. Então, fica para uma próxima.

Sobre as coisas que passam aqui dentro

by Paty

Tirando aqueles probleminhas financeiros que quase todo mundo enfrenta, uns mais (como eu) outros menos, está tudo correndo bem. Eu sabia que não teria problemas em ficar sozinha pois gosto de ficar na minha, de fazer as coisas do meu jeito e poder errar ou não sem ser observada. Pode parecer egoísta isso que eu acabei de dizer mas é a verdade. Nessas duas semanas em que estou aqui no meu apartamento, muitas coisas novas já aconteceram. Desde a experiência de arrumar as minhas coisas por toda a casa e não mais somente no meu quarto até a sensação maravilhosa de não ter que avisar que vou dormir fora de casa ou chegar tarde… Esse é o lado bom de não ter ninguém me esperando. Não que minha mãe não se preocupe mais, mas obviamente é diferente. Aliás, falo com ela todo dia, e muitos dias, mais de uma vez. E visito-a frequentemente também mas sempre pensando em voltar. Minha casa é aqui agora e isso já está totalmente inserido na minha cabeça.

Às vezes ainda me pego pensando nas voltas que a vida dá e no quanto eu nunca imaginei, há um ano, estar aqui, sentada no meu sofá, escrevendo este texto. Tantas coisas tiveram que acontecer para que eu vivesse esse momento e quantas outras mais estão para acontecer? As melhores experiências vêm assim, de súbito. Sem muito tempo para pensar ou decidir. As melhores pessoas aparecem na vida da gente quando não esperamos e nos surpreendem de tal forma a nos deixarem desconcertados. De um jeito manso, tímido, devagar mas quando chegam de fato, avassalam. É uma coisa que acontece quase sem que tenhamos consciência disso. E esse é o melhor jeito. Ah, se é. Não importa o futuro e o que ele reserva… importa é o quão bem essas sensações proporcionam.

Ter a certeza de que a vida nunca é uma rotina é uma coisa que me dá esperanças. Dá sim. Se até em momentos em que eu não me sentia tão otimista, ela me deu um peteleco e provou que pode se transformar, quem sou eu pra duvidar? Quem sou eu?

Estreando a cozinha!

É óbvio que eu já usei a cozinha que fora instalada na última terça-feira né. Mas, sempre com pratos semi-prontos: hot pocket, hamburguer, panqueca da mãe, miojo e assemelhados. Como ainda não tenho forno de microondas, acabei usando bastante o forno do fogão e descobri que os Hot Pocket’s da Sadia ficam muito melhores se feitos ao forno do que em microondas! Experimentem.

Hoje no almoço decidi que iria assar um tomate que estava na geladeira para acompanhar as panquecas que minha mãe havia trazido no dia anterior. E durante a tarde ideias vieram a minha mente… e decidi sair para comprar ingredientes e cozinhar uma massa com iscas de filé e tomates secos (que eu amo!). Essa receita eu vi no jornal Diário de Santa Maria há muito tempo e um amigo viu e fez, certa feita. Ficou boa a versão dele mas… a minha, modéstia à parte, ficou divina!

Seguem as receitas:

Tomate assado, by Jac!

Tomate assado, by Jac!

Tomate Assado

Um tomate lavado e cortado ao meio

Sal

Chimi-churri

Uma fatia de queijo mussarela

Leve ao forno por uns 20min.

Outros ingredientes podem ser colocados, tipo manjericão, orégano e pedaços de torradinhas.


Penne com iscas de filé e tomate seco

Penne com iscas de filé e tomate seco

Penne com iscas de filé e tomate seco

500g. de massa grano duro (pode ser talharim ou espagueti tb)

500g. de filé (alcatra também fica bom!)

Tomates secos

1 lata de Creme de leite

Alecrim

Preparo:

Faça a massa e reserve. Refogue a carne com uma colher de sopa de manteiga e tempere com sal e pimenta a gosto (eu não usei pimenta mas usei alho e azeite de oliva). Jogue um pouquinho de alecrim. Bem pouco porque o alecrim é um tempero forte!

Em uma panela, coloque a massa, as iscas de carne já prontas e o tomate seco e vire a lata de creme de leite. Misture e deixe esquentar bem. Nesse momento, a receita original indica incluir champignon mas eu não usei pois não gosto tanto. O rendimento é de 4 porções. Obviamente eu fiz a metade da receita ou menos :P

O meu pôr-do-sol

Domingo passado saí para fotografar. Estava quente, tinha sol. Na real eu saí pra “modelar”, mas essa é outra história. O que interessa é o que eu vi quando voltei pra casa: um céu em tons de rosa e laranja pairava por sobre os prédios que fazem parte da vista das janelas do meu apartamento. Ele me disse terça, enquanto contava isso: “fotos??” Não fiz. Estava tão cansada que só consegui ficar olhando pela janela e não fotografei. No instante seguinte em que pensei em fotografar mas me senti cansada para isso, veio-me à lembrança o fato de que eu terei aquela vista sempre, por vários dias em que o sol aparecer, em várias primaveras e verões. E também nos invernos ensolarados. A menos que eu ganhe na mega-sena, óbvio. Nesse caso, talvez eu compre um ap maior, mas será no mesmo bairro. E talvez até com a mesma vista! Sonhar não custa, afinal.

Algumas pessoas me dizem que não têm capacidade de morar sozinhas, que têm medo da solidão, que precisam de barulho quando chegam em casa. Pois eu amo justamente o silêncio. O silêncio que eu mesma faço e aquele que eu mesma rompo. Cantando, limpando, ouvindo música ou rindo ao conversar no msn… não importa de que jeito, os ruídos são meus. E a mudez também. Sem mais correr riscos de magoar os outros por isso. É tudo diferente quando não se tem mais os pais para fazer certas coisas por nós. Só vivendo para saber. E eu sempre quis viver essa experiência. Embora a liberdade nua e crua seja inexistente, morar sozinho é o mais perto que se pode dela chegar. Porque você já não tem mais satisfações para dar, não precisa avisar a que horas vai chegar ou se vai chegar. E a bagunça? É você que vai arrumar!

Enfim, desculpem se esse assunto já está saturando mas eu estou meio em lua de mel comigo mesma e acho que mereço aproveitar e registrar isso. São muitas vivências novas. Coisas que venho descobrindo fora e dentro de mim… Novas experiências, novas dificuldades, novos desafios, novos prazeres, novas pessoas. Tudo isso só me faz ter a certeza de que a vida sempre tem algo bom reservado pra nós… Mas a gente tem que acreditar e, durante uma dificuldade, tentar aprender com ela pra não deixar que ela nos abata! É assim que estocamos força para continuar, sempre da melhor maneira possível.

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