De olhos fechados

Ele talvez não fosse um cara-padrão. Mas, ele era um cara… É um cara. E só por ser um cara, o pé tem que estar lá, no freio. “Ah que exagero, dá uma chance, não te fecha!”. Não é o que as pessoas sempre te dizem, minha amiga? Então. Dizer é simples. Viver é que é foda.

Gostar de alguém é se atirar em um precipício, com vendas nos olhos, sem saber a altura nem o que tem lá embaixo. Tu sabes que vai cair, só não sabe onde. Pode ser na água, pode ser no mato… pode ser também num macio e mega colchão de ar. Pode ser muita coisa. O fato é que tu não sabes. Ou fica parado ou vai em frente. Não tens a opção de tirar a venda dos olhos e mesmo que o faça, a neblina é tão intensa que nada fica visível… Então, pra não ficar parado – porque dizem que não é o melhor a fazer – tu andas. Em passos lentos ou aflitos, tanto faz… vai caminhando em direção ao desconhecido. E ele parece tão atencioso, amoroso, cheiroso, aconchegante e diferente de tudo o que tu conhecias até então…

Não acho que seja errado caminhar. Tampouco se atirar no desconhecido. Nada nessa vida é, afinal, conhecido. Realmente, isolar-se é cômodo. Lidar comigo mesma e com o espelho é relativamente fácil – a não ser naqueles dias em que acordo com uma espinha ou com o cabelo ruim. Sei como conviver comigo, meus gatos e minhas manias. Tenho amigos, sei me divertir. Posso suprir minhas carências de mulher de vez em quando, quando bem entender. Cômodo. Só que o ser humano tem uma necessidade tosca de amar daquele jeito que muitas vezes nos faz bastante mal. E bem também, vai… Mas, mesmo que não existam culpados em uma história que “não dá certo”, sempre fica um gosto de “pra que fui sair da minha zona de conforto de novo??”. Além disso, o ser humano é precipitado. Ele diz que sente sem na verdade sentir. Ou, ouve mais do que deve ouvir. Enfim, somos todos tortos mesmo.

O fato é que, mesmo que ele seja diferente dos outros, ele é ele. Homens e mulheres são diferentes entre si e sempre serão. Talvez o segredo do entendimento dos relacionamentos é esse: aceitar que para os homens é difícil lidar com certas coisas. Eles vão se ausentar. Eles vão se calar quando tu precisares ouvir e eles vão se afastar quando se sentirem confusos. Como bichos acuados. Talvez eles falem sobre o assunto. Talvez não (e a maioria não fala). Começo a pensar que a vida é mesmo assim e não podemos contar com a tal da evolução da espécie…

A única coisa certa nessa vida é que, invariavelmente e leve o tempo que levar, tudo passa. E, quando menos se espera, tudo recomeça e tu já estás lá, caminhando rumo ao desconhecido outra vez…

*texto não específico, com pingos de realidade e muitos outros de vivência.

por água abaixo…

Estou de dieta. E nesse momento, enquanto escrevo esse texto, estou devorando dois pedaços de pizza. Sobra do almoço que, sim, também foi pizza. Tenho feito quase tudo certinho nas últimas duas semanas e a balança já registra dois quilos a menos. Sei que vou pagar caro por essa revolta gastronômica do final de semana, mas era necessário.

Sou dessas que desconta as coisas na comida. Fazer o que? Eu estava chateada. Comida me faz bem. Quer dizer, comida que engorda. Sábado foi dia de provar a pipoca com cobertura de caramelo. Ainda prefiro a pipoca doce do cinema, mas ok. Também bebi uma Kaiser Gold. E antes disso tudo jantei McDonal’ds. Mas, o pé na jaca mesmo foi enfiado hoje. Pizza no almoço, sorvete na tarde… E uma cerveja porter com gosto de café (Meantime). Comprei aquele pote de sorvete Receitas Caseiras ou algo do tipo, da Kibon. Confesso que ainda prefiro o bom e tradicional flocos. E tem mais: bebi dois goles de água. É, só dois. Tudo errado.

Quando me proponho a exagerar, levo a sério. Amanhã volto à programação normal. Este é o plano, pelo menos. Planos… me acho uma idiota toda vez que falo de planos. A vida geralmente ri da cara da gente quando pronunciamos essa palavra, sabia?

Aliás, a vida ri da cara da gente em muitos momentos. É por isso que eu rio de quem se leva muito a sério. Vai por mim, não perca seu tempo…

Não sei porque resolvi blogar sobre isso. Uma bobagem né… acho que eu precisava documentar o quanto algumas coisas ainda me tiram com temerosa facilidade de alguns dos meus propósitos. Coisas a se pensar. Não me culpo. Culpa não move a gente do lugar. Amanhã é outro dia.

 

 

 

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 8.500 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 3 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Pequenas liberdades

Muita gente fala em liberdade. Sinceramente, acho que liberdade é um pouco do que eu vivo. Sem contar aquelas coisas às quais nos prendemos por não ter muita opção – sim, elas existem – dá para enxergar a verdadeira liberdade em uma simples madrugada de terça-feira.

Havia decidido ver o filme da Tela Quente e dormir. Mudei de ideia, saí da cama, fiz outras coisas e vim para cá, para o blog. Antes, enquanto penteava meus cabelos diante do espelho do banheiro, fiquei pensando nisso… que liberdade é poder mudar de ideia sempre que quisermos, desde que isso não afete outras pessoas. Mas, isso é só o que eu acho, claro. Nessa minha última segunda-feira livre antes de voltar ao batente (na Santo de Casa, pra quem não sabe), me dei o direito de ter horários loucos, dormir e acordar várias vezes e fazer um bolo que, apesar de meio queimadinho, ficou uma delícia. Gosto de poder escolher quando e como fazer as coisas e de quando e quem vem na minha casa, na hora em que quero ou preciso. Casa da gente é refúgio, é lugar de recarregar energias. Por muito tempo eu não tive esse lugar. Hoje eu tenho. E aqui faço minhas regras (inexistentes) e vivo da melhor forma que consigo.

Lá fora do meu apartamento tem uma porção de problemas, de obstáculos, de gente que eu amo sofrendo, enfim… Sempre que penso nisso tento lembrar que, por mais que eu queira muito, nunca conseguirei resolver tudo. Simplesmente porque ninguém consegue. Simplesmente porque eu mesma preciso de ajudaS. Assim, no plural. Todos precisamos. Não deveríamos ter a petulância de pensar o contrário. Então, já que é assim, não dá pra esquecer disso… não dá pra parar. Nada é por acaso. Vivo dizendo isso… Não paremos quando a tristeza pela impotência quiser nos cutucar.

Não desisti de dormir pra vir psicografar a Pollyana Moça. Eu digo essas coisas aí para mim mesma diversas vezes ao dia. Quando a coisa fica meio preta, abro bem os olhos, deixo meus ouvidos mais atentos e percebo o que acontece ao redor. Pelo menos é o que tento fazer sempre. Quando estou em casa, vejo que não tenho muito mas tenho várias coisas que me fazem bem. E é nisso que preciso me concentrar. A vida não é fácil para ninguém. Eu não sou menos ou mais privilegiada que outros. Eu estou aqui para aprender… o que vem para mim é o que deve vir. Acredito nisso. Sendo assim, tomo a liberdade de desfrutar minhas pequenas liberdades…

Encontre as suas.

 

Do que vai e do que fica…

A dúvida apertou na hora de pensar o que escrever e onde escrever. Se você já conhece esse blog, deve saber que tenho mais dois outros. Se não conhece e parou aqui vindo de algum mecanismo de busca, fique sabendo: eu tenho mais dois blogs. São eles o de fotografia e o Tri Cool. Acabei vindo escrever aqui, no Velhos Vícios, o mais antigo deles. E o mais pessoal. Talvez porque assuntos profissionais nunca tenham sido tratados com total racionalidade e frieza na minha vida. A gente passa tanto tempo trabalhando né, não dá pra esquecer que somos seres humanos… Aliás, eu diria que isso é fundamental. Buscar o equilíbrio entre razão e emoção é um dos exercícios mais árduos (e diários) que recebemos quando chegamos ao mundo. Na minha humilde opinião, óbvio…

Essa semana comecei a pensar se seria melhor trazer uma caixa ou sacolas para recolher meus pertences da minha, até então, mesa de trabalho. Estou aqui desde 2007. Aqui, na equipe gaúcha de assessoria de imprensa de uma grande rede de varejo. Quando contei a algumas pessoas que estou me desligando da agência e do atendimento desta empresa, muitos ficaram surpresos. Sim, é bastante tempo. Sim, sempre fomos uma ótima equipe (sem falsa modéstia). Mas, as coisas mudam. É do jogo, é do mercado. E eu, sinceramente, acredito que nada é por acaso.

Saio daqui com a consciência tranquila por um trabalho feito com seriedade e responsabilidade. Além disso, saio daqui agradecida por tudo que cresci e aprendi, não só como profissional mas como pessoa. Também saio com amizades fortalecidas e outras novas que este trabalho me trouxe. Pessoas. No fim, tudo se resume a isso! Por mais que trabalhemos para que as empresas/clientes sejam bem-sucedidas, não podemos esquecer que durante todo o caminho encontraremos seres humanos. Com suas qualidades, defeitos, facilidades e fraquezas. Muito menos podemos esquecer que nós somos seres humanos. Com todas estas peculiaridades.

Agora que estou prestes a mudar minha rotina e trilhar novos caminhos, vejo que acertei na minha forma de me posicionar por todo este tempo. Vejo isso quando recebo carinho dos colegas que ficam, dos jornalistas que atendi e conheci, dos amigos e parceiros de trabalho ou de vida. Não só carinho, mas também reconhecimento. Sempre fui muito transparente, honesta. Não sei ser de outra forma. Hoje sinto na pele a recompensa por isso. E é isso que me impulsionou a não desanimar em nenhum momento.

Este post é para agradecer a todos que fizeram – e continuarão, de alguma forma, fazendo – parte da minha jornada profissional. Pensei em enviar um e-mail para cada um, mas… sinceramente, fiquei com medo de esquecer de alguém :-P

Espero que estas palavras cheguem a todos que merecem lê-las. Espero que meus novos caminhos sejam tão engrandecedores quanto os que percorri até agora. Obrigada a todos.

E ah, não deixem de me contatar (inclusive para trabalho, hehe) e acessar meus blogs:

www.jacquelineoliveira.com.br/blog

www.jacquelineoliveira.com.br/tricool

A vida é mesmo assim…

Num dia estamos empregados…

Noutro não mais…

Num dia estamos nos braços de alguém bacana…

No outro não mais…

Num dia pensamos que aquela pessoa nos acha legal, interessante, bonita e que quer nos conhecer melhor…

No outro parece que a pessoa esqueceu que você existe…

Num dia estamos gargalhando…

No outro nem sorrimos…

A vida é cheia de antagonismos e de coisas que nos deixam pensando demais às vezes. A mim sim. Não sou bipolar, mas é muito comum começar o dia bem e, de repente, tudo ficar cinza. Acho que anormal é quem não tem essas coisas… Quem é constante demais me causa certo estranhamento. Há quem se esconda para não mostrar sua inconstância e fragilidade. Não julgo… Só não consigo ser assim. Tenho uma necessidade quase física de externar certos pensamentos, sentimentos… quando, por algum motivo, os sufoco, eles correm grande risco de definhar.

Estou em falta com coisas que não poderia estar. É chegada a hora de reorganizar a vida de verdade. Conto com vocês.

O Rio e eu… e eles…

Eu sei que essa música já encheu um pouco os pacová de vocês… Também sei que todo mundo que vai ao Rio de Janeiro fica cantando aquela outra música que diz que ele continua lindo. Bem, só posso cantar essa música quando eu voltar pra lá. Né? Até lá, quero compartilhar uns dizeres a respeito da minha passagem por essa cidade que, sim, é maravilhosa. Mas, qualquer lugar é maravilhoso quando as pessoas que nos recebem o são. É no que eu acredito, do fundo do meu coração (mesmo que ele não seja tão simples quanto eu gostaria).

Conheci a Beta pela internet. Não lembro se foi o seu blog ou seu flickr que me fisgou primeiro, mas a questão é que fui criando contato com ela nas redes sociais da vida… Jornalista, fotógrafa, intensa e louca como eu. Essas duas últimas “qualidades” fui descobrindo aos poucos, ao observar seu comportamento através da internet. É sim. Eu observo o comportamento dos outros na internet. Não me julguem :P

Lembro que marquei a viagem em um dia que estava bem triste. Deprimida, eu diria. Perguntei a ela se aquele sofá-cama que um dia ela me oferecera ainda estava lá para mim. Como ela disse que sim (coitada!), eu fui. A viagem foi cheia de percalços… Extinguiram com o meu vôo dois dias antes, perdi o vôo que marquei, estragaram minha mala, mas eu cheguei. Umas duas horas depois do previsto, mas cheguei. Sem explicação a queridice do Ricardo, amigão da Beta que foi me buscar no aeroporto e que nos acompanhou em muitos momentos desses quatro dias e cinco noites… Sem explicação a identificação que senti com ela, ele e a Roberta Cobra (outra amiga da Beta) dentro daquele carro, enquanto ríamos e falávamos feito doidos.

Lembro da primeira vez que ouvi a voz da Beta e seu sotaque que eu amei. Liguei de Porto Alegre avisando da mudança do horário do vôo. Foi a primeira vez que falei com ela de verdade. Quão loucas são essas relações que estabelecemos pela internet né? São loucas, mas são essenciais, se saudáveis e verdadeiras. Não foi minha primeira vez em uma cidade desconhecida sendo hospedada por amigos “virtuais”. Já havia experimentado esse gostinho antes, mas é claro que não me atiro para os lados de qualquer um né. Acho que a gente sente para que lado pode e deve ir.

Das maluquices que falamos, Beta e eu, desde os primeiros minutos juntas até a sua carinha de felicidade quando abriu os dois presentinhos que levei pra ela, tudo me encantou. Devo ter vivido alguma das minhas vidas no Rio de Janeiro. Será? Quem sabe… Se sim, Beta fez parte dela. Porque nada é por acaso. E não foi por acaso que a melhor festa da minha vida – até agora – foi vivida e desfrutada completamente com ela e seus amigos. Entre o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, com o vento batendo nos cabelos, rindo muito e dançando loucamente de Adele a Gonzaguinha até às cinco da manhã… Divertida é realmente uma palavra fraca para definir! E falando em música, Oração foi a última música que tocou nessa festa. E eu estava lá quando acenderam as luzes, como estive em diversas festas de Porto Alegre porque adoro dançar e aproveitar ao máximo o que a vida me proporciona. Estava lá cantando alto e com aquele sentimento de “puta que pariu como a vida pode ser boa!” E é. Ela às vezes é difícil, mas é boa sim. Principalmente quando temos as pessoas certas para desfrutar desses momentos conosco.

Para mim, passar esses dias com estes cariocas foi um renovar de ânimos. Tenho tanta certeza de que voltarei que nem fiquei “bolada” com o fato de não ter conseguido visitar os pontos turísticos básicos da cidade. Cristo e Pão de Açúcar estarão lá, me esperando, que eu sei, então pra que estresse né? Logo eu volto.

Nunca vou esquecer, dentre tantos momentos inesquecíveis, do sábado em que Beta e eu, atiradas na cama vendo TV, navegando na internet, tirando uns cochilos, rimos demais lembrando de várias coisas… E então ela de repente fala exatamente o que eu estava pensando: “Jac, goxtei de você!”. Simples assim. Pois eu também estava prestes a dizer, “Beta, gostei de ti!” =) Não é com qualquer pessoa que se pode ficar fazendo nada e mesmo assim se sentir a vontade. Aliás, acho que isso é o mais difícil. Se você consegue esse feito com alguém, é alguém especial… preserve esse alguém.

Beta, esse post é só para dividir com os outros a minha alegria assim como já dividi tristezas. Como eu escrevi antes, nada é por acaso. Agradeço pelo fato de nossos caminhos terem se cruzado. Vocês me deram os meus melhores dias de 2011 e eu sei que muitos outros ainda virão. Desculpa ae se sou piegas, clichê, bla bla bla… não me julguem, eu sou o que sou! Meio doidinha, mas sincera. ;-) Amei tudo. Obrigada e obrigada e obrigada.

Quarteto fantástico: eu, Roberta Cobra, Ricardo e Roberta Simoni. Meus 3 R's cariocaxxx

Pesquisa de leitura

Oi, gente =)

Respondam, please. É só clicar.

Fomos feitos um pro outro

Clica no vídeo e escute a música enquanto lê o post…

Quantas, ahhh quantas vezes eu pensei “fomos feitos um pro outro”? E quem nunca pensou, não é? O nosso presente sempre parece mais forte e mais inabalável do que qualquer coisa que esteja por vir, mesmo que não tenhamos ideia do que está por vir. Porque somos assim, intensos em nossos presentes… quer dizer, alguns de nós somos né.

Às vezes você tem tanta coisa em comum com alguém, que parece que aquela pessoa sempre fez parte da tua vida… E você acha que ela sempre fará. E que se um dia não mais fizer, não saberá continuar… e de uma certa forma é assim mesmo… a gente fica sem saber. Sem saber como recomeçar. Sem saber pra quem contar sobre aquela coisa nova que viu na internet, sem saber pra quem falar aquela bobagem da qual ela sempre ria… A vida é assim mesmo. Dura. E instável. E as pessoas… elas são impermanentes em nossa vida. Sorry dizer isso assim, de cara. Mas, é assim. Nem todas, mas a maioria sim.

“Correndo sem final de braços abertos… respirando o ar, fomos feitos um pro outro…” Quando conheci essa música (hoje), fiquei pensando nessa frase… será mesmo que existem pessoas feitas umas para as outras? Pra mim a resposta está aqui, nesta outra frase da música: “a liberdade está em não pensar na hora de chegar…” Não faz todo o sentido? Pensa bem…

Música me toca muito. Algumas mais do que outras. Quando vi esse vídeo e ouvi essa música, me lembrei daqueles dias em que eu só tinha vontade de correr sem final… Já sentiu uma tristeza tão grande, daquelas que te dão vontade de correr sem parar, tipo o Forrest Gump? Não? Sorte tua… Porque eu já. Talvez porque eu acreditasse que o vento me ensinaria a não olhar pra trás… mas eu não corri. Eu fiquei aqui. Ainda bem… porque se não ficasse, não conheceria novas músicas, não viveria novas experiências, não faria um novo presente. Para mim e para quem me ama.

Comecei o post pensando numa coisa e saiu outra, mas vai isso mesmo… porque eu não gosto de editar sentimentos.

Tempo, tempo, mano velho…

Parando o tempo 012

Dia desses escrevi algo assim no meu mural do facebook: “O tempo às vezes não cura, só mostra verdades que doem ainda mais”. Continuo pensando assim. O tempo não faz com que esqueçamos das dores, das saudades, ele apenas colabora – na medida em que passa – para que nos acostumemos com essas sensações. E acostumar-se é preciso. Não com tudo, nem com todos, mas é.

Graças aos meus amigos, aos meus médicos, a minha mãe e a mim mesma, posso dizer que a tempestade mais furiosa passou. Às vezes a melancolia de um dia cinza ainda me pega, mas não me culpo por isso. Tenho aprendido a não me cobrar tanta perfeição. Estou aqui para aprender. A vida é uma escola, nada mais… Sei que errei muitas vezes. Comigo, com os outros… mesmo sem querer. Mas, meu desafio diário é afastar a culpa porque ela não me leva a lugar algum. Ao contrário, a culpa deixa a gente parado.

Essa semana uma pessoa me disse: “tu merece tudo isso e muito mais” (sobre algo bom…). E sabe que eu concordo? Eu mereço. E qualquer um que esteja lendo esse texto. Qualquer um que se dê conta do que é importante nessa vida. Qualquer um que saiba amar os outros de verdade ou que, ao menos, queira aprender. Qualquer um que busque crescimento diário nos seus atos, nas suas palavras, nas suas relações. Qualquer um que não se contente em viver na superficialidade.

Merecemos. Não nos esqueçamos.

Nada é por acaso

 

Passei o dia  de ontem com essa música na cabeça. Ouvia o piano inicial todo tempo e a voz de Adele no refrão… Tenho dessas coisas. E quem não tem? Melhor uma música boa do que uma ruim, né.

Cheguei ao Centro Espírita com tempo nublado e saí sob um sol de inverno e um ventinho que me fazia sentir um pouco de frio. Mas, fiquei ali um tempo, sob esse sol de inverno, conversando com aquele que apareceu ao meu lado lá dentro da sala de atendimento. Não estou falando de espíritos não. Estou falando de gente… Gente. Será? Tomara que eu consiga descobrir.

“Nada é por acaso” ouvi dos lábios dos mediadores da casa e dele, pouco depois. Acho que não mesmo… Se o acaso existisse, ele seria muito maroto. As coisas que nos acontecem, as pessoas que entram ou saem de nossas vidas… tudo isso deve ter algum sentido. Né?

Sorri quando entrei no carro e pensei “a vida é engraçada mesmo…” Algo me aqueceu nesse encontro, mais do que o solzinho. Acho que foi a nítida consciência de que existe gente que, sim, quer melhorar aquilo o que é. Acho que isso me deu um pouco de esperança.

Te amo

Quantos de nós crescemos ouvindo isso dos pais, das mães? Não faço ideia. Eu não. Sei o quanto me amam, mas não diziam assim, literalmente. Pelo simples motivo que também não ouviram de seus pais. E pior, muitas vezes nem amados foram. Mas, a história dos meus pais não interessa agora… O que interessa é que posso contar nos dedos de uma mão as vezes em que eu disse isso. Dizer, não escrever. E ultimamente tenho tentado dizer muito, a “todas” as pessoas que fazem parte da minha vida e que me mostraram, dia a dia, com suas atitudes, o porque eu deveria dizer isso.

Sei que devemos amar a todas as pessoas. Mas, não sejamos hipócritas… É capaz de sermos motivo de piada se ficarmos falando essas coisas por aí né… O sentido de amor ao próximo é aquele sentido de caridade, de igualdade… Isso eu tenho sim. E quando esqueço, tento lembrar que deve ser assim. Afinal, odiar e desejar o mal para os outros só me garante que um dia isso voltará pra mim. Então mesmo que alguém me faça mal e eu sofra, eu tento tocar em frente. Vingança não faz parte do meu vocabulário nem acho que isso faça o tempo voltar ou as coisas se modificarem. Na real, vingança me parece tão coisa de novela… Mas o pior é que tem muita gente desequilibrada por aí.

Essa dificuldade que a maioria tem de dizer que ama sua família, seus amigos… é fruto de uma pressão que a gente vive. Só pode né. Temos que ser fortes, temos que ser inabaláveis… sei lá o que temos que ser. Só sei que é raro ouvir as pessoas dizendo essa frase “eu te amo”. E eu não estou falando de casais de namorados que acabaram de se conhecer… esses não contam. Paixão não é amor e as pessoas teimam em esquecer isso. Vejo tantos falando e escrevendo por aí que se amam e no mês seguinte mudam seu estado civil nas redes sociais. Ou quase isso. Amor é tão mais do que paixão. Amor é tão mais do que palavras.

Essa frase tem pulado da minha boca tantas vezes, mas na maioria delas de um jeito mudinho, que ninguém ouve… Mas eu sei que aos poucos consigo mudar isso. Domingo passado olhei pra minha mãe e quase disse, mas algo me impediu… vergonha? Porque sentimos vergonha de amar? Ou seria vergonha de expormos nossos sentimentos, de nos confessarmos vulneráveis? Eu não sei. Sinceramente…

Quantas vezes, nas últimas semanas, me senti idiota, envergonhada… e uma pessoa me disse que o amor é a coisa mais bonita que tem, que eu nunca deveria me arrepender nem me envergonhar de nada. Pois é. Aprendizados… Dia desses na novela das 21h da Globo, a personagem dizia que odiava o homem que na verdade ela amava. Eu pensei “quem ama não odeia”. Simplesmente não há espaço para ódio quando a gente ama alguém. Não há. Se odiarmos é porque nunca amamos, vai por mim…

Mas o que eu queria dizer mesmo é que eu quero aprender cada vez mais a verbalizar esse sentimento tão bonito para as pessoas que moram no meu coração. Porque a gente nunca sabe até quando estará aqui, encarnado, “vivo”… não percamos oportunidades, então!

Amigo que me lê, se eu ainda não te disse, direi. Pode ter certeza. E para aquele que eu nunca disse, mas mesmo sem saber, amei de todo meu coração, eu confesso… você foi o homem que mais amei. Mas não há de ser nada… amores não cuidados definham… e ainda bem que nós, humanos e imperfeitos, temos muitas chances de amar e aprender na vida.

 

Panda professor

Assisti Kung Fu Panda 2 ontem. Além de bonitinho e engraçado, o filme traz uma porção de mensagens importantes – pra quem sabe perceber.

O que mais me chamou a atenção, além dos efeitos 3D  (foi a primeira vez que vi um filme em 3D!), foi uma frase mais ou menos assim:

“Esqueça o passado. Ele não define quem você é…”

Diziam isso para o Po de vez em quando… nesse segundo filme ele descobre suas origens e isso o afeta consideravelmente. Muitas outras frases me tocaram e me fizeram pensar, entre uma gargalhada e uma lágrima, no quanto podemos aprender a cada minuto em que vivemos e em cada coisa que fazemos. Até ao olhar um desenho animado… Mas, pra isso, pra aprender, é preciso querer… Há muitas pessoas que preferem dizer para si mesmas e para o mundo “eu sou assim e pronto”. Todo mundo pode melhorar.

Hoje o texto é breve. Só precisava externar o que aquele Panda gordinho e peludo me fez pensar no cinema…

 

 

 

Caminho certo

“Tu estás no caminho certo”, me dizem muitos. “Será?”, penso eu.

Às vezes o caminho que tomamos é o único que se apresenta. Claro que sempre podemos fazer escolhas e eu tenho feito as minhas tentando melhorar meu espírito, corpo e coração. Se escolhesse o contrário, não estaria aqui agora digitando tais palavras. Se seguisse somente a minha (falta de) vontade, muita gente não me enxergaria mais. E eu não tenho, nem nunca tive, vergonha de dizer como me sinto. Não devo satisfações a ninguém além de mim mesma. E eu acredito que mantendo compromisso comigo mesma, consigo refletir e me tornar uma pessoa melhor.

Refletir e mudar requer desprendimento, desapego e uma tolerância que a maioria de nós não têm. Inclusive eu. É por isso que me exercito. Exercito meu cérebro, meus sentimentos. É preciso que saibamos os limites emocionais dos outros para que não nos afundemos em seus problemas. Confesso que ainda estou numa fase muito inicial… e dolorosa. Aquela na qual tu te dás conta de que uma pessoa pode não ser má, mas pode te fazer mal. Simplesmente porque ela não tem capacidade de enfrentar seus problemas, suas limitações em busca de crescimento. Quando a gente se dá conta disso, leva um soco da vida… porque percebe que NÃO IMPORTA a forma como somos com os outros, eles terão suas limitações. E eles escolherão viver com elas eternamente ou evoluir. Somente eles. Mesmo que você ame essa pessoa e dê o seu amor a ela (romântico, de amizade, de pai, de filho, etc), isso não significa que ela não vai te ferir. Então o exercício mais pesado de toda essa história é identificar essas pessoas… estar atento a elas. Isso não é julgar. Isso é se cuidar. E isso é um dever.

Caminhos certos ou errados nos fazem aprender, mas só se estamos abertos a isso. A maioria não está. Mas o dia de cada um chega. Sempre chega…

Alimento…

Tenho me alimentado de palavras. E não é no sentido figurado que falo…

Eu, uma reconhecida apreciadora da boa mesa, tenho deixado a comida de lado para ler. Sei que talvez não seja uma escolha saudável para o meu corpo físico, mas não foi intencional. Nem foi uma escolha, na verdade. Só aconteceu. Alimento-me porque sei que preciso, não mais por vontade. Só o chocolate que continua tendo seu lugarzinho especial e às vezes me provoca vontade…

Já os livros… tenho lido muito porque sinto que é disso que minha alma precisa. Não é fácil a vida de quem não quer ter uma existência vazia. A gente se dá conta de cada coisa… e em seguida precisa aprender a não sofrer, a não se abalar por essas coisas. E eu sou uma mera aprendiz. Ainda tenho pensamentos ruins, ainda me martirizo, me culpo. Ainda sofro por não entender as atitudes dos outros, mesmo sabendo que não devo querer entender nada. Ainda me irrito com coisas pueris… ainda penso que os outros deveriam agir comigo como eu sempre agi com eles. Eu disse, sou uma mera aprendiz. Não é que devamos aceitar tudo sempre, apenas precisamos estar atentos às pessoas que fazem parte de nossa vida…

Hoje eu disse a uma pessoa que sou muito transparente e não consigo disfarçar meu estado emocional ou de humor. Se não estou bem, você não me verá sorrindo e fazendo piadas. É como se minha luz se apagasse numa noite bem escura: todo mundo percebe. Do mesmo modo, quando estou bem, irradio felicidade e bom humor. Daí eu também disse a essa pessoa que gostaria de ser diferente. Talvez não a ponto de fingir felicidade ou tristeza, somente de conseguir separar mais as coisas…  Já ouvi histórias de gente que sofria mas chorava só no banho, escondido, enquanto na frente dos outros era uma pessoa “normal”. Nunca consegui ser assim! Se isso é bom ou ruim? Sei lá. Minha transparência me expõe…

Ainda não fez um mês. De um dia em que me expus de uma forma que acho que nunca tinha feito. De uma certa forma não me arrependo nem me envergonho. Deveria fazê-lo se tivesse feito alguma maldade a alguém, mas não foi isso… Nada do que eu disse foi por maldade ou ódio. Foi por amor, por confusão, por indecisão. Nem sempre a gente consegue organizar os pensamentos e sentimentos a ponto de fazer as coisas da melhor forma possível. Às vezes elas precisam simplesmente serem feitas. E é aí que conhecemos a nossa realidade…

Alimento para a alma, para o coração. Tenho encontrado em um mundo relativamente novo que eu, sozinha, busquei. Porque é assim, só assim, que podemos mudar algo na nossa existência: por nós mesmos.

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