Do que há.

Depois de reler muitos textos meus aqui, de chorar um bocado e me apertar de saudade, decidi escrever.

Não esperem muito. A vida nunca foi bolinho pra mim e agora não é diferente. Venho passando por meses de uma indecisão terrível sobre uma série de coisas. É como se eu, mais do que nunca, desconhecesse meus objetivos. E dos sentimentos só tenho uma certeza: são inúteis.

Dia desses uma amiga falou, enquanto caminhávamos, “essas pessoas que estão ao nosso redor nem sabem que eles existem”. Ou seja, a gente dá dimensão demais a quem não deve ter tal dimensão. A vida existia antes dessas pessoas e continuará existindo após. A questão é o meio disso tudo. Né.

Tem muita gente brincando com as palavras. Não se dão conta de que as palavras não são meros ajuntamentos de letras. Não para todas as pessoas. Algumas pessoas, tipo eu, veem significados em palavras. Talvez porque eu não diga coisas que nada significam para mim. Ok, nota mental 1: não ver significado no que os outros me dizem. Tem gente que só diz, só escreve. E isso não significa nada. Pode parecer estranho e de fato é. Eu acho BIZARRO.

Daí me dizem que sou forte. Gente, ser forte é um peso. Acham-me forte e, por isso, acham que aguento tudo. Aguento não! Eu sou um bicho sensível que também precisa de colo. Eu tenho muitas rachaduras. Coladas a Super Bonder, mas são rachaduras. E elas doem em dias de chuva. Eu sou frágil. Você não tem obrigação de entender, nem de aceitar, nem de ser do mesmo jeito. Mas, me respeite. Só isso que peço. Não seja leviano com o que me oferece. Não brinque com meus sentimentos, com minha admiração, amizade e carinho. Está ficando cada dia mais difícil se relacionar com humanos. E eu digo isso pois tenho gatos. E muitos humanos na minha vida também.

Tenho boa memória. Lembrarei das palavras mais remotas, embora não seja boa com datas e nomes. Tenho boa memória com aquilo que me toca.

De novo e sempre desde que me entendo por gente, peno por tentar entender aquilo que não está ao alcance do meu entendimento. Aquilo que não diz respeito a mim e que talvez não queira ser entendido por quem deveria se interessar. Ou não.

Eu não julgo. Ou, faço muito esforço pra não julgar… Às vezes as pessoas decidem – ainda que inconscientemente – simplesmente deixar acontecer. Será que é isso? Não posso julgar. Nem posso saber. As perguntas que devem ser feitas são para mim mesma e apenas eu poderei respondê-las. É chato ter que decidir tudo sozinha. Bem chato…

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