Paul in Poa

Não fui a muitos shows que gostaria em 2009 e em 2010. Por uma série de motivos. Por sorte e também por atenção da minha parte, consegui ganhar uma promo da Oi e assim pude ir ao show do Paul Mccartney. Quando anunciaram o show dele em Porto Alegre, fiquei morrendo de vontade. Mas eu não tinha como acompanhar aquela maratona do site para comprar ingressos, muito menos ficar na fila. E também não havia me programado financeiramente. Até evitei de ficar lendo muitas notícias a respeito, ouvindo músicas demais, etc hehe… sabe né, o que os olhos não vêem (e ouvidos não ouvem) o coração não sente. É o que dizem. Na quinta-feira, a três dias do show, ganhei dois ingressos. Fiquei tão empolgada que mal consegui desacelerar até a hora do show. Talvez por isso eu esteja ainda muito cansada das emoções dos últimos dias.

Ouço Beatles desde que me conheço por gente que gosta um pouco de música. Tenho muitas músicas no meu HD, já vi filmes, já li várias coisas sobre eles. Admiro a história e a importância deles no mundo da música. Tive um namorado, há uns cinco anos, que é beatlemaníaco total. Nos churrascos com nossos amigos, em algum momento eles pegavam o violão e começavam a tocar e cantar Beatles… era bom, era muito bom! Umas semanas antes do show, sem nem sonhar que eu iria, eu escrevi no twitter que muito do que ouvimos atualmente, Beatles já tinha feito. Os caras eram incríveis. E incrível é uma palavra que pode ser atribuída a Paul. Quem esteve na noite do dia 7 em frente ao cara, sabe do que falo. Um músico como ele, que já fez tudo o que fez, poderia apenas subir no palco e cantar. Mas além de fazer isso e de tocar diversos instrumentos, ainda se mostrou um ser humano doce e carismático de um jeito que conquistou ainda mais a admiração de quem já era fã e de quem não era também.

Sem dúvidas, foi o show mais bonito que já vi e o de maior significado. Nunca pensei que eu teria essa oportunidade, da forma como aconteceu. Minha admiração pelos Beatles só aumentou e pelo Paul também. Já ouvia muitas músicas deles, sabia das histórias, cantarolava as letras… mas agora as ouço com um sentimento diferente porque agora tenho do que lembrar, afinal eu vi o Paul. Eu vi um beatle!

Se eu não tivesse ido ao Beira-Rio naquele dia, certamente eu procuraria ver os vídeos feitos pelos fãs, ouviria o setlist do show, enfim… faria quase tudo o que eu fiz após ter visto o Paul. Inclusive eu já havia me programado para assistir pela Globo o show de São Paulo, caso fosse transmitido… mas nada se compara a ter estado lá. E hoje eu sei disso. E só sabe quem também esteve.

Agradeci muitas vezes, enquanto o vento batia no meu rosto lá no estádio, por estar viva e poder sentir aquele momento. Apesar das horas de pé, do calor, da dor no corpo e da sede… quando Paul cantou os primeiros versos de Blackbird – que eu adoro -, não segurei e as lágrimas caíram. E nesse momento eu senti a vida pulsando dentro de mim. Queria acreditar que o “até a próxima” que ele disse, pudesse ser verdadeiro. Queria mesmo.

 

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