Num domingo qualquer…


Viver na ilusão é tão mais fácil, tão mais lindo. Os nossos sonhos nos transportam a um lugar cheio de esperança, sempre, não é mesmo? Às vezes não sei se quero ou não, sonhar. Iludir-me é benéfico às vezes, tantas vezes na verdade. É bonito imaginar que ainda exista algo onde eu sequer sei se poderia existir. Onde talvez nunca tenha existido. Talvez? Ah, quem me dera saber!

Atualmente nada sei. Todas as minhas certezas sobre sinais e pistas e sentimentos e vontades, foram embora ralo abaixo. Fico descrente de qualquer sinal que normalmente eu interpretaria como certeza. Parece ridículo isso, do alto dos meus 29 (pois é) anos. Mas isso só serve pra me mostrar que a vida nos enche de surpresas sempre e que nada sabemos, quase nunca. A única coisa que eu sei é que imaginar me enleva a alma e o coração. E sim, eu tenho medo! E quem não tem, afinal? Mas, me deixa sonhar ora bolas… o que mais quero é aprender a sofrer só quando o sofrimento é inevitável e não por antecipação! Tem ideia de quanto isso é difícil? Porque o meu cérebro funciona e rápido e me cansa. E nesse funcionar, eu imagino coisas que me fazem sofrer sem ter a mínima certeza do fundamento de tais coisas. É confuso, eu sei. Não tenho a pretensão de ser compreendida. Eu só queria escrever e exatamente assim como escrevi.

Eu ando com vontade de gritar… de perguntar “o que eu faço?”. Mas não tenho a quem perguntar… ou não tenho coragem de perguntar a quem deveria… e qualquer resposta que me derem, não será suficiente… porque não é a resposta que o meu coração me dá. E isso é uma merda. Queria conseguir viver um dia de cada vez mas eu tenho certa dificuldade nisso, para certas coisas… Eu confesso. Porque pensar na iminência de uma dor conhecida, faz doer quase tanto quanto a própria dor. Mas, assim, tu tens que estar preparado para aquilo, entende? Sempre tem. Porque a vida não é filme, não é novela… e a maioria das pessoas não é “feliz para sempre”. Foda isso. Mas é isso.

Isso dá uma angústia né… a gente pensa “pra onde estou indo? o que estou fazendo aqui, afinal?”. Porque não basta ser uma boa pessoa, ajudar os outros… isso não vai te poupar de ser ferida, esquecida, magoada. O sofrimento não escolhe vítimas. Todos nós temos a nossa parcela a viver. E todos nós temos escolhas a fazer. Quanto a mim, simplesmente não sei o que escolher…

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Um pensamento sobre “Num domingo qualquer…

  1. Não se cobre tanto assim. Não faz bem e talvez não a leve a lugar algum.
    Saber o que se quer realmente, de coração, é o primeiro passo da caminhada. É claro que percalsos, dúvidas e medos sempre estarão presentes, embora não convidados. As pedras no caminho estão lá não para servir de obstáculos, como muitos pensam, mas para dar apoio a nossas passadas.
    Quanto a não saber o que escolher: não escolha. Deixe que as coisas escolham você.

    Um grande abraço!

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