É a vida… e é bonita

vidaÀs vezes algumas coisas nos deixam meio chateados né. Dinheiro por exemplo. Por outro lado, acho importante não deixar que essas coisas minem tudo de bom que pode acontecer em nossa vida. O barulho da chuva que eu ouço agora, o conforto que o cobertor me traz quando me aquece, as fotos de registro de um dia especial com amigos, o abraço da melhor amiga, o arroz de leite que a mãe fez… tudo isso me faz lembrar que há muita coisa boa acontecendo. Sempre há. Para os problemas eu digo um “pera aí, uma coisa de cada vez…”


Dizer esse “peraí” não é fácil. Não é mesmo. Mas quem disse que a vida é fácil? Há coisas que a gente simplesmente tem que fazer, não importando se elas são fáceis ou não. Ter a consciência disso torna tudo mais simples e menos desgastante. Pra que espernear diante dos problemas? Manter a calma funciona. Não perder a esperança também.


Mas tem coisas que me testam a todo momento. Pessoas que dificultam as relações, que perdem tempo esperando sei lá o que acontecer em suas vidas para só depois viverem tal experiência ou que simplesmente não enxergam o quanto perdem por tanto fugir e esperar. A vida é um fio muito delicado para ser testada dessa forma. Acho que esse tipo de pessoa não se dá conta de que, de repente, o fio se arrebenta. E isso não depende da gente. E então acabou. E daí não adianta a conta milionária, a casa de dois andares, o carro do ano. Não adianta porque acabou. Não adianta porque passou e você não viajou o suficiente porque precisava trabalhar, não esteve com os amigos porque precisava estudar, não amou porque precisava pensar só em si mesmo. Sério, ver isso me angustia.


Minha busca maior é encontrar o equilíbrio: entre o que eu quero viver e o que preciso construir. Não posso e não vou sacrificar um pelo outro. Não dá. Já falei aqui que vi meu pai fazer isso. E vi meu pai ir embora contra a sua vontade sem realizar coisas singelas como voar num avião. Nesse dia, levei um soco tão grande da vida que busquei desesperadamente não passar pela mesma situação. Tudo que eu tenho oportunidade de fazer eu faço. Não há depois. Para algumas situações, não pode haver depois. Mas hoje eu já consigo encarar tudo isso com mais serenidade, podendo assim buscar esse equilíbrio necessário.


A única coisa que eu quero dizer com tudo isso é que, no fim das contas, a vida é boa. É sim. Mas tem que ser vivida e não só planejada.

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8 pensamentos sobre “É a vida… e é bonita

  1. Pingback: pensando « sobre as coisas

  2. O tal equilíbrio… engraçado acordar e dar de cara com esse texto. Porque fui dormir ontem pensando nisso e que eu queria escrever sobre. Mas era mais sobre o equilíbrio entre a euforia e a tristeza, sabe? Mas no fim acho que é tudo muito próximo…

    Que bom te ver ontem!
    beiJu e bom domingo!

  3. Como eu digo as vezes: é aí que eu me refiro.
    E concordo plenamente com o que tu disse a respeito de equilibrio. Todos temos sonhos/vontades (materias, profissionais e emocionais) e nenhum é mais ou menos importante que o outro. Procrastinar um em nome de outro é uma besteira tããão grande e que va gerar tanta frustração no futuro…
    E eu conheço algumas pessoas que fazem isso… E sinceramente? Eu não fico mais triste, porque acho que é algo tipo “alcoólatras anônimos”: se a pessoa não aceita que precisa “ajuda”, não adianta falar, repetir, pedir e tentar ajudar…

    • É verdade Ka. Algumas pessoas não enxergam e não cabe aos outros tentar mudar isso. Mas mexe um pouco quando é alguém próximo de nós né. É aí que eu me refiro hehe…

      O que eu acho sinceramente é que um dia a ficha cai. Ela sempre cai.

  4. Se ainda me permite a manifestação: Belo texto.

    O equilíbrio é a chave, penso. Nem tanto cá – sem planejar nada – quanto o oposto: planejar tudo.

    Isto exige maturidade é o que distingue uma pessoa sábia de outra que está meio perdida no momento…

    Uma confissão: passei parte da vida a mil por hora, depois sofri um reversão que andei para trás, a passos largos. Hoje, planejo apenas certas estratégias a médio prazo e a longo, mas no curto prazo vou a certo bel prazer … está cada dia melhor.

    Outra confissão: quanto ao dinheiro, às vezes me aflige, pois, numa situação meio insólita, não sei dizer se sou rico ou não. E, se rico, não sei se minha riqueza desaparecerá ou não em curto ou a longo prazo. Isto é um pouco angustiante … e esquisito, e instável, e que não explicarei.

    Boa Noite, Jac e comentaristas daqui.

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