Tanto em tão pouco tempo

Tem umas coisas acontecendo dentro de mim. Umas coisas que são boas mas que ao mesmo tempo eu não sei direito o que são. E não sei como lidar com elas. São sentimentos que não saem aqui de dentro. Pensamentos que não vão embora. Não é que sejam ruins. Eu só não sei o que fazer com eles. Sabe?


Tenho o que dizer sobre a minha casinha. Mas só consigo pensar naquele sábado à noite. Naquele vinho, naquelas músicas, naquele samba. Naqueles olhos. Naquele riso maroto. Naquele toque. Enfim… o que está havendo? Onde está a serenidade que estava aqui até há pouco?


Não dá pra escolher. Simplesmente não me sinto capaz. Não desta vez. Eu nem sei ao menos se do outro lado há sequer uma lembrança do que aconteceu. Eu só sei de mim. Só sei dessa vontade. Essa vontade de me agarrar a isto que consegue mexer com as minhas quase inabaláveis estruturas. Essa vontade de ir lá e ver o que acontece. Mesmo que no final eu perceba que nada vai acontecer…


Será? Será possível algo tão forte acontecer só para um de nós? Será? Tantas perguntas. Nenhuma resposta. Ainda não é a hora. Mas ela chegará.

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3 pensamentos sobre “Tanto em tão pouco tempo

  1. É Jac, quanto mais a gente acha que controla os sentimentos mais a gente percebe que de repente já não controla nada, né?

    O que te dizer? Também não tenhos respostas. Me resta te desejar sorte e a tão sonhada serenidade. Mas sei lá, acho que ele nem existe. 😉

    beiju

  2. Serenidade. Uns acreditam essencial, por outro lado, outros a veem com restrição. Até pode ser que um dos lados tenha mais razão que o outro. Ainda se poderia dizer que ambos tem razão, embora cada um na sua medida.
    Não me parece algo tão importante a ponto de lhe tirar o sono. A vida não é composta apenas de bons momentos, ainda que deles necessitemos, mas sim de uma sinfonia onde, por muitas vezes as notas não se alinham, não se conduzem a harmonia desejada. A pergunta é? A que ponto isso é importante para minha vida? Se a resposta for positiva, o jogar-se de cabeça, me parece inevitável. E o resultado? Só o tempo para respondê-la.
    Como diz o poeta: “tudo vale a pena se a alma não é pequena”…

    Grande Abraço…

    p.s. quanto a narradora da história, aquela que postei no blog, lembra? é a morte. Ela aparece na obra de Markus Zusak, A menina que roubava livros, e naquele trecho, ela narra o acidente de moto que sofri no mês passado. O segundo, por sinal.

  3. Sim. É perfeitamente possível que algo muito forte só ocorra num dos pólos da relação. Mas, pô, se alguém for esperar acontecer amor à primeira vista dos dois lados ao mesmo tempo, vai esperar quase eternamente.
    Mas não perca a serenidade por conta própria: deixe isso para o vinho -é o serviço dele. 🙂

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