Alhos com bugalhos

Cheirinho de alho. Mamãe cozinhando.
Cheiro de alho sempre me lembra São Paulo. Explico.
Sempre me lembra a casa do menino Gabriel. Uma casa na zona leste de Sampa, com dois pisos e a cozinha lá no fundo. É, eu lembro. Todo dia perto do meio-dia, o cheiro de alho da comida da vovó do Gabi invadia os cômodos e chegava lá na frente, no quarto dele. Que delícia.

A casa não é mais a mesma, pois sei que agora eles moram em um apartamento, que eu também conheço. Mas, o cheiro de alho me faz lembrar aquela casa e a primeira vez que fui a São Paulo. Não sei porque, mas no ap não tinha aquele cheirinho de alho.

Foto de Wagner Campelo

Interessante como nossa memória olfativa funciona. Ao menos a minha funciona que é uma beleza. Sinto cheiros e me transporto para o passado ou para o lado de alguém querido. Eu ainda consigo lembrar do aroma sempre perfumado da minha madrinha, que não está mais ao meu lado há 14 anos. Às vezes também sinto o cheiro do meu pai, como se ele estivesse saindo do banho…

Somos seres perfeitos, se formos pensar. Nossos cinco sentidos se complementam de uma forma maravilhosa. E, mesmo quem tem alguma deficiência em relação a algum deles, consegue se adaptar e aguçar os demais sentidos. Somos perfeitos. Nosso instrumento (o corpo) é perfeito. As imperfeições, acho eu, aparecem quando não sabemos direito como utilizar este instrumento.

Cheiro de alho. Vou me preparar para o almoço.
Até mais.

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