Tarda, mas não falha

Faz tanto tempo que já nem sei mais. To meio destreinada. E com preguiça de escrever bonito. Então vou só escrever, ok?

Parece ironia, mas estou quase com o diploma de Jornalismo nas mãos e parece que desaprendi a escrever. Talvez eu só tenha perdido a vontade, eu sei. A mecanicidade do cotidiano e os buracos que a vida vai deixando, tiram um pouco da magia de blogar…

E sim, muitas vezes eu tenho preguiça de discutir sobre os problemas sociais (mesmo que me doa ver um morador de rua dormindo ao relento), a política corrupta, as leis absurdas, a insegurança nas ruas, etc. Condenem-me se quiserem. Mas, pelo menos sou autêntica. Não falar sobre tais coisas não significa que eu não tenha minhas opiniões a respeito. A verdade é que tudo isso me deixa mais de saco cheio do que o natural. Então eu prefiro usar esse espaço (mesmo que pouco) para falar sobre assuntos sobre os quais geralmente só eu me interesso: eu mesma.

Não. Não estou em TPM. Não tenho isso. Mas, sim, estou um pouco desgostosa com muitas coisas. Mas, também, cabe a mim mudar minha postura diante delas.

O final do ano se aproxima e com ele lembranças que eu preferia não ter no meu currículo da vida. E, confesso, isso está me deixando fora dos eixos. Sinto como se houvesse uma bomba relógio dentro de mim. Contagem regressiva para ir tudo pelos ares. O sono é irregular, o coração vive apertado. Sonho muito com meu pai. Preciso de colo, de carinho. Preciso me sentir querida. Não tenho vergonha disso.

Passou muito rápido… às vezes fecho os olhos e parece que escuto os passos do meu pai caminhando no quintal. Ainda lembro da última vez que o vi cochilar no sofá enquanto “via” TV. Viver dói tanto às vezes…

Deveríamos, nós todos, dar muito, mas muito valor mesmo a quem está do nosso lado. Não espere até amanhã para dizer EU TE AMO, EU GOSTO DE VOCÊ, VOCÊ É IMPORTANTE PRA MIM. Não devemos esperar uma ocasião especial para sermos carinhosos, para demonstrarmos sentimentos. Se não consegue dizer, escreve. Já fiz isso tantas vezes. Escrevi uma carta para a minha mãe e ela mora comigo. Foi a única maneira de demonstrar a ela o que eu não conseguia fazer sair dos meus lábios. Funcionou.

De tudo, fica uma certeza: apenas a perda nos faz aprender.

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2 pensamentos sobre “Tarda, mas não falha

  1. teus sentimentos me lembraram música de Cazuza: ” eu vou dar o meu desprezo a você que me ensinou, que a tristeza é uma maneira da gente se salvar depois…num trem pras estrelas…”

    te cuida guria e não esquece que o que menos importa são os títulos que adquirimos ao longo da vida…o que mais importa, na minha opinião são certos valores que carregamos…e de como doamos isso ao mundo. gosto de ti.

    um beijo

  2. oi… Não te conheço mas conheço esse sentimento… nós só damos valor quando perdemos alguem que nos amamos e com essa vida cotidiana não sabemos nos expressar e nem colocar pra fora palavras e carinhos contidos em nossos corações … E concordo plenamente com você apenas a perda nos faz aprender…

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