Ela

Às vezes os sentimentos se confundiam. Ela olhava pra ele sem saber muito bem o que acontecia dentro dela. Ela olhava sem saber o que acontecia dentro dele. Por alguns dias achou que já não conversavam como antes. Não com menos proximidade ou intimidade, mas não como antes. Algumas coisas eram diferentes. Mas, nesse dia, enquanto olhava pra ele, ela pensou que algo poderia ter mudado. E não exatamente como ela gostaria.

Mas, a dúvida e o medo ferravam com tudo. O medo de estar enganada. Será que estava? Somente falando e fazendo pra saber, ela pensava. Será que era unilateral o que ela achava que sentia? Será que sentia? Eram tantos serás… A única certeza que tinha era do bem que ele lhe fazia. Um bem que ela já não sentia há semanas. Um bem que ela queria que não acabasse mais.

E se falassem sobre isso? Será que ele conseguiria olhar pra ela depois de uma conversa dessas? Sem se afastar, sem que tudo mudasse para pior. Mas, e se falasse e fosse bom?

“Pode ser tudo. E pode ser nada”, ela pensou. Como saber? Às vezes ela achava que podia ser a carência e a frustração os responsáveis por tais sentimentos. Mas, não. Não podia ser. Nunca havia sentido aquilo antes.

A iminência da paixão a assustava. E a excitava. Queria que não fosse só um devaneio.

Como saber?

Há nós em nós

 

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