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domingo, 27 maio, 2012 Deixe um comentário
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Ontem disse, pela primeira vez, minha nova idade a um estranho. A pessoa não acreditou. Fiquei feliz, claro. Não acho nada ruim que pensem que tenho menos do que os 31 completados no último dia 19. Trinta e um. Fazendo uma rápida retrospectiva, começo a pensar que os anos ímpares são os melhores. Os 30 chegaram avassaladores e me atropelaram de uma forma que não gosto nem de lembrar. Esse ano enterrei o episódio e atravessei meu aniversário bem mais tranquila.
Não tenho grandes problemas com a idade. Acho que o problema não é envelhecer, é ver que o tempo passa e às vezes se tem a sensação de que não se consegue fazer tudo o que se quer. Sabe? Queria muito ter 21 de novo, mas com a cabeça, a experiência e boa parte da vida que tenho hoje. Não trocaria independência por juventude, por exemplo. Não trocaria muitas coisas por juventude. Juventude não serve pra muita coisa quando não se sabe direito quem se é. E, desculpe, mas ninguém sabe direito quem é com 20 e poucos anos. Se com 30 a gente começa a saber só a metade… Vai por mim. A real é que a maturidade traz a certeza de que precisamos aprender tudo sempre e a tranquilidade necessária de quem não precisa se explicar. Com 20 e poucos, todos querem parecer mais sabidos do que realmente são. Afirmação e autoafirmação, eu acho. São ciclos.
Outra coisa: hoje me divirto MUITO mais verdadeiramente do que há alguns anos. Simplesmente porque não tenho vergonha de ser quem eu sou. Apesar de todas as coisas que me aconteceram, das perdas, das dores que poderiam ter me transformado em alguém fechado para o mundo, eu escolhi tentar ver a vida de uma outra forma. Quase sempre consigo. Não estou falando de otimismo, estou falando de intensidade. Se dou risada, rio alto e daquele jeito que faz os olhos ficarem pequenos. Se vou a uma festa, faço o que tenho vontade, na hora em que me dá vontade e fico até quando estiver a fim. Falo o que penso. Não de qualquer jeito, mas falo. Na medida do possível, tento não deixar nada pra depois. Sei, mais do que muita gente, que o depois às vezes não chega. Já me arrependi de dizer algumas coisas, sim. Ter opinião sempre tem um preço. Mas, é da vida.
Certa vez alguém de quem gostei muito e que passou rapidamente pela minha vida me pediu pra dizer alguns defeitos meus. Brincávamos dizendo que não víamos defeitos um no outro e aquela coisa… Fui logo dizendo “tenho um monte de defeitos”. Não preciso listá-los. Ter defeitos é normal em qualquer ser humano. Não tenho a pretensão de ser perfeita. Minhas falhas fazem parte do que eu sou. O que importa é o que a gente traz no coração, na essência, no caráter. O resto a gente vai melhorando, aprendendo, lapidando. “E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?”




Ele talvez não fosse um cara-padrão. Mas, ele era um cara… É um cara. E só por ser um cara, o pé tem que estar lá, no freio. “Ah que exagero, dá uma chance, não te fecha!”. Não é o que as pessoas sempre te dizem, minha amiga? Então. Dizer é simples. Viver é que é foda.










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