O Rio e eu… e eles…
sexta-feira, 26 agosto, 2011 3 Comentários
Eu sei que essa música já encheu um pouco os pacová de vocês… Também sei que todo mundo que vai ao Rio de Janeiro fica cantando aquela outra música que diz que ele continua lindo. Bem, só posso cantar essa música quando eu voltar pra lá. Né? Até lá, quero compartilhar uns dizeres a respeito da minha passagem por essa cidade que, sim, é maravilhosa. Mas, qualquer lugar é maravilhoso quando as pessoas que nos recebem o são. É no que eu acredito, do fundo do meu coração (mesmo que ele não seja tão simples quanto eu gostaria).
Conheci a Beta pela internet. Não lembro se foi o seu blog ou seu flickr que me fisgou primeiro, mas a questão é que fui criando contato com ela nas redes sociais da vida… Jornalista, fotógrafa, intensa e louca como eu. Essas duas últimas “qualidades” fui descobrindo aos poucos, ao observar seu comportamento através da internet. É sim. Eu observo o comportamento dos outros na internet. Não me julguem
Lembro que marquei a viagem em um dia que estava bem triste. Deprimida, eu diria. Perguntei a ela se aquele sofá-cama que um dia ela me oferecera ainda estava lá para mim. Como ela disse que sim (coitada!), eu fui. A viagem foi cheia de percalços… Extinguiram com o meu vôo dois dias antes, perdi o vôo que marquei, estragaram minha mala, mas eu cheguei. Umas duas horas depois do previsto, mas cheguei. Sem explicação a queridice do Ricardo, amigão da Beta que foi me buscar no aeroporto e que nos acompanhou em muitos momentos desses quatro dias e cinco noites… Sem explicação a identificação que senti com ela, ele e a Roberta Cobra (outra amiga da Beta) dentro daquele carro, enquanto ríamos e falávamos feito doidos.
Lembro da primeira vez que ouvi a voz da Beta e seu sotaque que eu amei. Liguei de Porto Alegre avisando da mudança do horário do vôo. Foi a primeira vez que falei com ela de verdade. Quão loucas são essas relações que estabelecemos pela internet né? São loucas, mas são essenciais, se saudáveis e verdadeiras. Não foi minha primeira vez em uma cidade desconhecida sendo hospedada por amigos “virtuais”. Já havia experimentado esse gostinho antes, mas é claro que não me atiro para os lados de qualquer um né. Acho que a gente sente para que lado pode e deve ir.
Das maluquices que falamos, Beta e eu, desde os primeiros minutos juntas até a sua carinha de felicidade quando abriu os dois presentinhos que levei pra ela, tudo me encantou. Devo ter vivido alguma das minhas vidas no Rio de Janeiro. Será? Quem sabe… Se sim, Beta fez parte dela. Porque nada é por acaso. E não foi por acaso que a melhor festa da minha vida – até agora – foi vivida e desfrutada completamente com ela e seus amigos. Entre o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, com o vento batendo nos cabelos, rindo muito e dançando loucamente de Adele a Gonzaguinha até às cinco da manhã… Divertida é realmente uma palavra fraca para definir! E falando em música, Oração foi a última música que tocou nessa festa. E eu estava lá quando acenderam as luzes, como estive em diversas festas de Porto Alegre porque adoro dançar e aproveitar ao máximo o que a vida me proporciona. Estava lá cantando alto e com aquele sentimento de “puta que pariu como a vida pode ser boa!” E é. Ela às vezes é difícil, mas é boa sim. Principalmente quando temos as pessoas certas para desfrutar desses momentos conosco.
Para mim, passar esses dias com estes cariocas foi um renovar de ânimos. Tenho tanta certeza de que voltarei que nem fiquei “bolada” com o fato de não ter conseguido visitar os pontos turísticos básicos da cidade. Cristo e Pão de Açúcar estarão lá, me esperando, que eu sei, então pra que estresse né? Logo eu volto.
Nunca vou esquecer, dentre tantos momentos inesquecíveis, do sábado em que Beta e eu, atiradas na cama vendo TV, navegando na internet, tirando uns cochilos, rimos demais lembrando de várias coisas… E então ela de repente fala exatamente o que eu estava pensando: “Jac, goxtei de você!”. Simples assim. Pois eu também estava prestes a dizer, “Beta, gostei de ti!” =) Não é com qualquer pessoa que se pode ficar fazendo nada e mesmo assim se sentir a vontade. Aliás, acho que isso é o mais difícil. Se você consegue esse feito com alguém, é alguém especial… preserve esse alguém.
Beta, esse post é só para dividir com os outros a minha alegria assim como já dividi tristezas. Como eu escrevi antes, nada é por acaso. Agradeço pelo fato de nossos caminhos terem se cruzado. Vocês me deram os meus melhores dias de 2011 e eu sei que muitos outros ainda virão. Desculpa ae se sou piegas, clichê, bla bla bla… não me julguem, eu sou o que sou! Meio doidinha, mas sincera.
Amei tudo. Obrigada e obrigada e obrigada.






O Rio…. tão adorável Rio.
Estive lá 1 só vez, visitei Angra, Parati e outras praias memoráveis mas a cidade do RJ é “de tirar o fôlego.
Sempre que viajo tento ver coisas diferentes, falar com as pessoas e sair do ritmo do turismo “no quadrado”, mas é impossível não ir aos pontos tradicionais, e mais impossível é ir a estes pontos e não AMAR.
Estou programando nova ida ao RJ para passar uns 10 dias. Aceito TODAS as sugestões.
Bjs
@Diea_Sts
Que coisa linda!!! Chorar vale? Mas é de alegria, juro!
Sim, sim. Emocionada é a palavra. É assim que me sinto depois de ler teu post, sua linda!
Chorar vale… vale tudo. Até dançar homem com homem e mulher com mulher.
Guria, por todas aquelas coisas que já aconteceram nessa minha doida e intensa vida é que eu valorizo tanto cada pedaçinho de momento que vivo. E vcs fazem parte disso
beijo