Escrevi este texto há algumas semanas. Não o publiquei. Talvez por medo, talvez por vergonha, talvez por insegurança. Hoje sei que não há nada a perder. Aliás, será que em algum momento há algo a perder? Enfim:
Deve fazer mais de um ano. Mais de um que eu não sentia essa curiosidade louca sobre alguém. A curiosidade boa que a gente sente quando encontra alguém interessante. Não somente bonito, inteligente, divertido. Alguém que, por algum motivo que tu não consegues explicar, te provoca uma sensação muito boa. É isso mesmo, não dá pra explicar. É como se a pessoa te fizesse esquecer o mundo lá fora e te desse paz. E te fizesse acreditar que ainda existem pessoas especiais no mundo. Porque eu duvido que algum de vocês que esteja lendo este texto, em algum momento de sua existência, já não tenha perdido a esperança em relação à humanidade… quem aqui nunca achou que todas as pessoas estão muito iguais, que já não dão valor às simples e essenciais coisas da vida? Então, quando a gente encontra pessoas que tem no olhar um brilho ao fazerem o que gostam, ao falarem da família, ao verem fotos antigas ou simplesmente ao tocarem um violão… esse tipo de gente tem que ser valorizado. Ah se tem. E mais valorizado ainda deve ser o momento em que pessoas assim compartilham sua vida conosco. Mesmo que elas nem se dêem muita conta disso… mais imporante é aquilo que elas provocaram em você. Mais importante é que você se dê conta disso. Se foi especial, guarde com carinho…
O futuro é uma estrada desconhecida cheia de curvas… a gente nunca sabe direito o que nos espera no próximo quilômetro mas uma coisa é certa: o modo como a gente percorre essa estrada pode ser escolhido por nós. Eu quero percorrê-la devagar, saboreando cada minuto, descobrindo cada cantinho de paisagem, enfrentando qualquer obstáculo, fotografando suas curvas, suas cores, seus azuis… e sentindo a emoção de, a cada dia, descobrir algo novo… Mesmo que eu não saiba o que me espera em seu final, eu quero percorrê-la… se eu tiver de chorar, ao menos eu vivi.





Oi, Jac.
Olha eu por aqui…rsrsrs
Adorei teu texto: expressas, de forma incrível, os sentimentos, possibilitando esta identificação entre nós, meros leitores e as palavras, nos remetendo a experiências particulares, mas que no final das contas, são tão parecidas, tão coletivas…até parece plágio!
E sentimentos são mesmo assim, abstratos. Não conseguimos explicar como alguém, que vimos algumas vezes pode, em tão pouco tempo, despertar em nós emoções tão intensas. Um jeito? Um olhar? Um sorriso? Uma atitude ousada? Talvez este conjunto todo.
Acontece, simplesmente.
E que os momentos e as pessoas especiais sejam guardados sim, mas que não sirvam de vendas aos nossos olhos, e não nos ceguem. Porque o caminho da vida é longo, e não é justo conosco.
Cada dia é uma ocasião especial! Ora com sorrisos, ora com lágrimas, porém vividos e não sobrevividos!
Um grande abraço da amiga que torce por ti,
Dani :*
Não havia porque ter insegurança, o texto foi muito bom!
Não lembro a ultima vez que me senti dessa forma, acreditando nas pessoas (mesmo que em apenas uma), mas você fez parecer tão bom, que senti uma pontada de inveja