O inatingível parece ser sempre mais interessante. Mais excitante. São coisas que só mentes igualmente masoquistas conseguem entender. Aquele desejo que cresce sem que tu saibas de onde vem. Aquele troço sem sentido algum. E, curioso isso, parece que as melhores sensações são aquelas que não têm sentido e que nos tiram do eixo. Vai crescendo lá dentro e tu só consegues te concentrar em se esforçar para fazer esse vulcão amansar. Amansar. Será mesmo?
É como se fosse uma fera indomável tomando conta da razão. Sai razão e fica só instinto. Porque lá no fundo somos animais instintivos. Alguém, em algum momento da história, nos domesticou. Ou, nós tivemos de domesticar-nos. Como saber?
Quando tu ficas sentindo estes espasmos de insensatez, fica difícil escolher o melhor caminho. Fazer acontecer ou deixar pra lá? Fazer acontecer como? Deixar pra lá como? Quando já está se sentindo como um gato curioso que mesmo ante o perigo, continua avançando só pra sanar a curiosidade, já eras. Quando quer fugir de algo é porque já está envolvido até o pescoço. Seja no que for. Seja com quem for…
Existem regras para os sentimentos que as coisas e pessoas te provocam? Existe tempo certo? Tempo suficiente? Tem uma coisa consumindo por dentro. Uma curiosidade. Só consigo nomear assim. Neste momento, só assim. Porque, sabes… há coisas das quais não dá pra fugir. Mesmo que elas te façam sofrer lá na frente. Talvez sejam aquelas tais “coisas pelas quais a gente tem que passar”… Mas, e se não te fizerem sofrer? É. Para tudo há sempre, no mínimo, duas possibilidades.
Eu quero. Não sei como nem onde nem quando. Não sei nem se pode ser. Não sei como farei isso acontecer. Só sei que quero. Simples assim. Sem ilusões, nem promessas. Quero viver isso. Mesmo que seja só por um momento. Não suporto passar vontade. E não é dessa vez que farei isso…





pois é. tem vezes que a razão nos escapa. e não importa do que se trata o assunto: tem momentos que só experimentando para saber.
(nem que depois seja para dizer: eu sabia que ia quebrar a cara).
boa sorte.
ps: e oba, quer dizer que posso te comprar um presente!
A vida é um imenso caminho sobre uma tênue linha divisória. A razão e a emoção sempre alimentaram os passos humanos. Nossos anseios e nossas buscas começam por um infindo duelo entre uma e outra. São essenciais, mas não sobrevivem juntas. São necessárias, mas em que medida? Em que tom, ou tonalidade? Fazem parte da dualidade humana.
Saber qual o caminho é o mais correto a seguir? Como? A grande magia da vida não é vivê-la achando que se fez a coisa certa, mas sim, fazê-la.
Grande abraço!!!
Ai ai Jac… nós e nossos instintos!
Não tem jeito, é como você falou: fomos domesticados, ou nos domesticamos, mas o instinto continua lá…
E se você quer provar, prove!
Experimenta… vai fundo!
Adorei o texto.
Beijão
Sim, sim, não há como resistir a certas sensações….
Aquele cheiro…. Aquele sabor…. Aquela sensação maravilhosa de ter e experimentar aquela maravilhosa….
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LASANHA!!!!!
hehehehhee… Brincadeiras a parte… é bem isso, a por mais que digamos às vezes que é necessário ouvir mais a razão e menos a emoção, ser menos impulsivos, etc… não dá… e tantas vezes seguir esses sentimentos é tão bom….
Lindo o texto!