Enquanto esperava pela minha vez de ser fotografada, olhava pela janela e pensava em todas as vezes que andei pelos corredores da faculdade. Lembrei das aulas, da correria para não chegar tão atrasada, do cansaço que às vezes quase me dominava… Lembrei das conversas entre um intervalo e outro, das aulas matadas para tomar café ou comer panqueca. Lembrei dos beijos roubados, dos abraços ofertados e das tantas coisas que se passaram naqueles corredores cinzentos.
Olhar para trás às vezes dói, mas é necessário. Porque o que está lá atrás também faz parte de nós. De uma certa forma, ao mesmo tempo em que parece que tudo aconteceu há muito tempo, parece que foi ontem que meu pai me acompanhava naquela tarde de inverno do ano 2000, quando fiz meu segundo e último vestibular. Parece que foi ontem que meu pai me levou na primeira aula da faculdade. Meu pai. Sempre ele me acompanhando…
Enquanto eu esperava ali olhando pela janela, absorta em reflexões, sentia-me de certa forma sozinha. Em meio à excitação dos meus colegas formandos, era como se eu assistisse tudo de fora. Não porque não me sentisse parte da festa… talvez porque eu sinta que esse é um momento realmente meu. É o fim de um longo caminho percorrido com dificuldades de todos os tipos: incertezas, dificuldades financeiras, cansaço, etc. Não era fácil ir para aula com o coração partido, com a cabeça estourando, com a vida desmoronando. Cheguei a pensar em desistir. Cheguei sim. Mas, teve gente do meu lado para dizer “não faz isso! tu consegue!”
E então eu não fiz. Continuei. A faculdade não podia ser como a dança de salão ou a hidroginástica (que eu sempre começo e paro). O jornalismo é a minha profissão. Eu tinha de ir até o final. Mesmo que eu já não tivesse mais vontade de nada, sequer de viver.
Mas, eu sou tão teimosa que não dei ouvidos nem a minha própria vontade. À revelia dos meus sentimentos, da minha dor e do meu cansaço espiritual, eu continuei. Trabalhando, estudando, sorrindo, vivendo. Uns dias mais, outros menos, mas vivendo. Hoje, quando penso que finalmente vou pegar meu diploma, vejo que valeu a pena não desistir. Valeu a pena não desistir e principalmente acreditar que eu era capaz de superar tudo, mesmo quando muitas evidências me mostravam o contrário.
Nossas conquistas são só nossas e devem ser valorizadas. Não importa o valor que elas têm para os outros. Importa mesmo é o valor que elas têm para nós.
Formatura, me espera que eu to chegando e com tudo!






E nao eh que ela nao desistiu mesmo?
Tu subiu a lomba da vida! (Como eh mesmo aquela frase grudada no teu monitor?)
Beijo, Jac.
Como diria Galvão Bueno: “É, amigo… É Copa do Mundo!”.
(O tal do wordpress não tinha fotos piores para colocar nos comentários que a gente faz, não?)
parabéns, moça.
um dia chego lá (espero!!!)
ps: também acho de última os “monstrinhos” do wordpress. hahahaha
beijo
Ok, ok, vou trocar os monstrinhos….
Uhu!! Toga, maquiagem, festa! Em agosto vou estar lá e não adianta reclamar pq vai rolar a maior gritaria!! Nem que seja só eu pagando mico. =o)
Me emocionei…!!!
Bjs